domingo, 21 de junho de 2009

Plantas Tóxicas no Brasil

Plantas Tóxicas no Brasil

Você sabia que 60% dos casos de intoxicação por plantas tóxicas no Brasil ocorrem com crianças menores de nove anos, e que 80% deles são acidentais? Para ajudar na prevenção desses acidentes o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, o SINITOX, em parceria com os centros de Belém, Salvador, Cuiabá, Campinas, São Paulo e Porto Alegre, criou, em junho de 1998, o Programa Nacional de Informações sobre Plantas Tóxicas. A elaboração e distribuição de material educativo, de prevenção e tratamento, são as principais metas do programa. O primeiro trabalho é a divulgação das 16 plantas que mais causam intoxicação em nosso país. Além disso, estão sendo elaborados um manual de tratamento das intoxicações por plantas; um vídeo; uma base de dados com a codificação das plantas tóxicas brasileiras; e um atlas. Conheça agora algumas plantas tóxicas e previna-se contra acidentes.

TINHORÃO

Família: Araceae.
Nome científico: Caladium bicolor Vent.
Nome popular: tajá, taiá, caládio.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

Princípio ativo: oxalato de cálcio.

COMIGO-NINGUÉM-PODE

Família: Araceae.
Nome científico: Dieffenbachia picta Schott.
Nome popular: aninga-do-Pará.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

Princípio ativo: oxalato de cálcio, saponinas.

TAIOBA-BRAVA

Família: Araceae.TAIOBA-BRAVA
Nome científico: Colocasia antiquorum Schott.
Nome popular: cocó, taió, tajá.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

Princípio ativo: oxalato de cálcio.

COPO-DE-LEITE

Família: Araceae.
Nome científico: Zantedeschia aethiopica Spreng.
Nome popular: copo-de-leite.

Parte tóxica: todas as partes da planta

Sintomatologia: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

Princípio ativo: oxalato de cálcio.

SAIA-BRANCA

Família: Solanaceae.
Nome científico: Datura suaveolens L.
Nome popular: trombeta, trombeta-de-anjo, trombeteira, cartucheira, zabumba.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão pode provocar boca seca, pele seca, taquicardia, dilatação das pupilas, rubor da face, estado de agitação, alucinação, hipertermia; nos casos mais graves pode levar a morte.

Princípio ativo: alcalóides beladonados (atropina, escopolamina e hioscina).

AROEIRA

Família: Anacardiaceae.
Nome científico: Lithraea brasiliens March.
Nome popular: pau-de-bugre, coração-de-bugre, aroeirinha preta, aroeira-do-mato, aroeira-brava.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: o contato ou, possivelmente, a proximidade provoca reação dérmica local (bolhas, vermelhidão e coceira), que persiste por vários dias; a ingestão pode provocar manifestações gastrointestinais.
Princípio ativo: os conhecidos são os óleos voláteis, felandreno, carvacrol e pineno.

BICO-DE-PAPAGAIO

Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Euphorbia pulcherrima Willd.
Nome popular: rabo-de-arara, papagaio.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão;
a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.Princípio ativo: látex irritante.

COROA-DE-CRISTO

Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Euphorbia milii L.
Nome popular: coroa-de-cristo.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.
Princípio ativo: látex irritante.

AVELÓS

Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Euphorbia tirucalli L.
Nome popular: graveto-do-cão, figueira-do-diabo, dedo-do-diabo, pau-pelado, árvore de São Sebastião.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios,boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.
Princípio ativo: látex irritante.

URTIGA

Família: Urticaceae.
Nome científico: Fleurya aestuans L.
Nome popular: urtiga-brava, urtigão, cansanção.

Parte tóxica: pêlos do caule e folhas.

Sintomas: o contato causa dor imediata devido ao efeito irritativo, com inflamação, vermelhidão cutânea, bolhas e coceira.

Princípio ativo: histamina, acetilcolina, serotonina.


ESPIRRADEIRA

Família: Apocynaceae.
Nome científico: Nerium oleander L.
Nome popular: oleandro, louro rosa.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão ou o contato com o látex podem causar dor em queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos intensos, cólicas abdominais, diarréia, tonturas e distúrbios cardíacos que podem levar a morte.

Princípio ativo: glicosídeos cardiotóxicos.

CHAPÉU-DE-NAPOLEÃO

Família: Apocynaceae.
Nome científico: Thevetia peruviana Schum.
Nome popular: jorro-jorro, bolsa-de-pastor.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão ou o contato com o látex pode causar dor em queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia, tonturas e distúrbios cardíacos que podem levar a morte.

Princípio ativo: glicosídeos cardiotóxicos.

CINAMOMO

Família: Meliaceae.
Nome científico: Melia azedarach L.
Nome popular: jasmim-de-caiena, jasmim-de-cachorro, jasmim-de-soldado, árvore-santa, loureiro-grego, lírio-da-índia, Santa Bárbara.

Parte tóxica: frutos e chá das folhas.

Sintomas: a ingestão pode causar aumento da salivação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia intensa; em casos graves pode ocorrer depressão do sistema nervoso central.

Princípio ativo: saponinas e alcalóides neurotóxicos (azaridina).

MANDIOCA-BRAVA

Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Manihot utilissima Pohl. (Manihot esculenta ranz).
Nome popular: mandioca, maniva.

Parte tóxica: raiz e folhas.

Sintomas: a ingestão causa cansaço, falta de ar, fraqueza, taquicardia, taquipnéia, acidose metabólica, agitação, confusão mental, convulsão, coma e morte.

Princípio ativo: glicosídeos cianogênicos.

MAMONA

Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Ricinus communis L.
Nome popular: carrapateira, rícino, mamoeira, palma-de-cristo, carrapato.

Parte tóxica: sementes.

Sintomas: a ingestão das sementes mastigadas causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia mucosa e até sanguinolenta; nos casos mais graves podem ocorrer convulsões, coma e óbito.

Princípio ativo: toxalbumina (ricina).

PINHÃO-ROXO

Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Jatropha curcas L.
Nome popular: pinhão-de-purga, pinhão-paraguaio, pinhão-bravo, pinhão, pião, pião-roxo, mamoninho, purgante-de-cavalo.

Parte tóxica: folhas e frutos.

Sintomas: a ingestão do fruto causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia mucosa e até sanguinolenta, dispnéia, arritmia e parada cardíaca.

Princípio ativo: toxalbumina (curcina).

Fonte:
Luciano Ribeiro

domingo, 14 de junho de 2009

Pico da Bandeira


Pico da Bandeira (2.892 m)

Sem duvidas uma das melhores trilhas que já realizei, sem duvidas foi uma experiência única e singular. Vou relatar agora para vocês os passos desta aventura acompanhem:Tudo começou com os preparativos com uma semana de antecedência separar equipamento prepara comida etc...Enfim o dia da viagem chegou, diga se passagem uma longa viagem até a cidade do Alto Caparaó.


Uma viagem cheia de aventuras começando com uma quebra do nosso ônibus cerca de 50 Km da cidade do Alto Caparaó; ai você pode perguntar: “acabou o passeio?” que nada.

Nesta horas podemos perceber que o nosso passeio seria um sucesso e que aquela quebra teria que acontecer só para engrandecer o passeio. Porque eu digo isso.

Para nossa surpresa o nosso ônibus estava quebrado bem próximo a uma empresa local e graças ao esforço de uma pessoa muito decisiva nesta hora que esqueceu até de calçar os sapatos para tentar conseguir outro ônibus para que pudéssemos chegar até o nosso objetivo o mais rápido possível. Lembra disso Fátima? rsrsrs.
Para nossa alegria em aproximadamente 1 hora estávamos com toda a bagagem transferida de um ônibus para outro e a caminho do parque.
Chegamos na portaria do parque no final da manha, decidimos rapidamente como seria feito a caminhada, quem iria de jipe até a tronqueira e quem iria caminhando como eu.
No total são cerca de 30 Km ida e volta.
A trilha é bem tranqüila ela é dividida em duas partes uma para ser feita de carro que no final dela é na troqueira daí em diante você terá que decidir se ira optar pelas mulas para carregar sua mochila com seu equipamento, eu optei em levar a minha afinal eu fui para praticar o montanhismos rsrsrs.
Mais este serviço é bem legal já que muitas pessoas que estão indo possuem suas limitações e com isso se torna um lugar acessível a todos.
Uma dica para quem ira optar por carregar as mochilas na mula.
Dependendo da hora que você começar a subida deve ter em mente que muitas das vezes seu equipamnet ira chegar depois de voce e dependendo da hora voce pode fica com frio e sem equipamento e tendo que montar sua barraca e todos o seu equipamento a noite.

E logo fui arrumar algo para comer para repor minhas energias, rsrs.Agora era esperar a madruga da para fazer o ataque ao cume.
Erão cerca de 2:30 da manha quando começamos a subir, estava muito frio mais o calor humano os amigos em armonia tudo era divertido...

Derrepente uma leve chuva começou a cair, o frio aumentou bastante a censsação termica estava em meno de “0” nesta hora paramos para esperar esta serração passar.
Do nada tudo passou e continuamos nossa trilha rumo ao cume.
Chegamos ao cume antes do nascer do sol um dos momentos de maior expectativa de todos nós que estávamos no cume, derrepente o astro maior da o ar da graça foi lindo um dos mais belos amanhecer que eu já pude ver... lindo muito lindo.


Enfim missão cumprida vencido os 2.892 m de altitude do 3º maior pico do Brasil Pico da Bandeira.
Agora chegou a hora mais triste a volta...
Voltamos ao acampamento base no terreirão e então tivemos varias surpresas com o ataque de um
bando de quatis que roubarão varios alimentos que estavam nas barracas que estavão abertas.
Rsrsrsrs foi muito legal...
Com isso a tarde foi chegando e mais um espetáculo de Deus, o entardecer, vou colocar as fotos porque acho nesta hora as imagens valem mais do que 1000 palavras.



Com tanta coisa bonita a vista tantas emoções a mãe natureza ainda preparava e reservava mais uma surpresa:
Com a chegada da noite veio chegando o frio e nos reunimos para jogarmos baralho no acampamento e jogar conversa fora mais o frio estava insuportável e não dava para ficar do lado de fora.
Por voltas das 22:00 h fui dormir ou melhor tentar já que o frio estava muito grande.


Por volta das 23:30 o relógio estava marcando -4.4 C ai o frio estava cortando pela manha a surpresa que todos esperavam o gelo.

As barracas estavam cobertas por uma camada de gelo a grama esta coberta de gelo as mesas tudo era gelo lindo, uma das mais belas cessações que já tive.


Agora a hora de ir embora que triste...

Mais com a sensação de dever cumprido mais, um pico conquistado e já contando os dias para que o ano que vem chegue para que possamos ir novamente.

Agora reunimos o pessoal levantamos acampamento e nos preparamos para o caminho devolta.

São mais 15 Km até a entrada do parque nesta hora o corpo começa a mostrar os sinais do cansaço mais um cansaço prazeroso porque alem de conquistar mais uma montanha podemos conhecer mais amigos que desta vez não foram poucos, podemos fortalecer mais os laços de amizades daqueles que já conhecemos e compartilhar de momentos tão agradáveis com a família dos montanhistas.

Só tenho a agradecer a todos por esta experiência que foi única em nossas vidas.

Agradecer a Fátima, Marcelo, Guilherme por terem organizado de forma tão profissional e amiga este passeio.
Valeu galera e ate a proxima.
Fátima, Rafael, Enrico, Marcos, Sargento, Lucianne, Marcelo, Edinho, Zé, Leila, Fábio, Marcelo, Guilherme, Renata, Bia, Marcão, Geovani, Jorge, Antonio, Nelson, Daniel, Leandra, Paula, César, Júnior, Luiz Fernando, Diego, Fabiano e o Marcelo (Dako) e já me desculpando por aqueles que não lembrei.

Acompanhe um pouco mais desta aventurea.



Luciano Ribeiro
www.aventuranaveia.blogspot.com

sábado, 4 de abril de 2009

Mudanças nos valores e formas de combrança do PARNASO

A partir do dia 16 de março de 2009, serão feitos alguns ajustes na forma de cobrança de ingressos e taxas, para nos adequarmos às normas vigentes.
1 – Os moradores dos municípios do entorno tem direito a desconto somente na taxa de ingresso para a parte baixa e com apresentação de comprovante de residência . Desse modo, os demais serviços devem ser pagos no valor total. Membros de clubes de excursionismo têm direito ao desconto de 50 % somente para acesso as áreas de montanha.


2 – Têm direito a isenção da taxa de ingresso os menores de 07 anos e maiores de 60 anos. Além disso, esta isenção se aplica somente ao ingresso do visitante e ao estacionamento do veículo em que o mesmo se encontra. Os demais serviços, bem como os ingressos de acompanhantes devem ser pagos normalmente.


3 – O pagamento do ingresso não isenta o visitante do pagamento das demais taxas. O pagamento da taxa de uso do camping também não isenta o visitante do pagamento da taxa de visitação.4 – As trilhas de montanha serão cobradas por dia. Exemplo: quem for subir e descer a Pedra do Sino em um mesmo dia deverá pagar o ingresso no parque e a taxa de uso da trilha por um dia. Entretanto, se houver um pernoite, o visitante deverá pagar o ingresso mais dois dias de trilha.

As taxas cobradas pelo PARNASO são:
Visitação
Ingresso parte baixa R$ 3,00
Ingresso parte baixa – moradores do entorno R$ 1,50

Estacionamento

Estacionamento de veículos (por dia)* R$ 5,00
Estacionamento de motos (por dia)* R$ 3,00

* estacionamento disponível apenas nas Sedes Teresópolis e Guapimirim.

Camping
Pernoite por pessoa R$ 6,00

Trilhas de Montanha
Bate e volta R$ 12,00
1 pernoite R$ 24,00
2 pernoites R$ 36,00
Cada pernoite adicional R$ 12,00

Trilhas de montanha - membro de clube excursionista
Bate e volta R$ 6,00
1 pernoite R$ 12,00
2 pernoites R$ 18,00
Cada pernoite adicional R$ 6,00


Antes de visitar o PARNASO é importante conhecer as Regras de Uso Público do PARNASO, bem como algumas normas de conduta consciente em áreas protegidas.


INGRESSO ANTECIPADOS
A venda de ingressos antecipados é feita apenas nas bilheterias do parque. Os ingressos são vendidos com no máximo 7 dias de antecedência.


HORÁRIOS
Todos os dias das 8:00 as 17:00 (todas as sedes)

É permitida a entrada no parque entre 6:00 e 8:00 e entre 17:00 e 22:00 mediante compra antecipada de ingresso nas bilheterias no parque.

TERMOS E AUTORIZAÇÕES
Para acessar a área de montanha é necessário o preenchimento do Termo de Conhecimento de Riscos.

Menores de idade descompanhados dos pais, devem apresentar autorização dos pais ou responsaveis.

ABRIGO QUATRO (PEDRA DO SINO)
As reservas para o Abrigo Quatro podem ser feitas por telefone (21) 2642-8365 ou por email: abrigo4@uol.com.br

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Você sabe como funciona e como utilizar uma bussola?

A Bússola

Na verdade, a única coisa que a bússola faz é apontar o Norte Magnético. E não é a coisa mais precisa do mundo. A agulha da bússola pode ser desviada por grandes quantidades de minério de ferro, objetos de aço, linhas de alta tensão e outras bússolas (quando próximas demais). E nestes casos, a agulha indicará uma falsa direção. Assim, é preciso avaliar a qualidade e características de sua bússola antes de cada saída em campo. Mais adiante veremos como fazer isto.



Uma bússola atual de modelo simples é uma caixinha circular (cápsula) de material transparente. Lá dentro está uma peça metálica a que chamamos de agulha. Esta peça fica equilibrada sobre um pino e tem livre movimento circular na horizontal. Como a agulha é imantada ela aponta, sempre, para o Norte Magnético. Nas boas bússolas, o interior da cápsula é preenchido por um fluido viscoso, destinado a diminuir a "oscilação" da agulha. As bússolas destinadas a serem sobrepostas aos mapas são feitas em acrílico transparente e se assemelham ao desenho acima.
Em torno da cápsula, está um anel giratório graduado denominado Limbo. No fundo da cápsula há uma série de linhas paralelas. As linhas mais finas servem para alinhar a bússola (ou a cápsula) às linhas norte-sul da grade de coordenadas do mapa. As duas linhas mais centrais (no fundo da cápsula) são enfatizadas (mais grossas, cor diferente, ou um desenho especial). A faixa entre estas linhas internas chama-se Seta-Guia. A seta-guia normalmente está em perfeito alinhamento com o 0 (zero) ou "N" do limbo. Mas alguns modelos de bússola permitem que a seta-guia seja ligeiramente desviada, para compensar a declinação magnética. Sobre a placa-base da bússola, partindo da cápsula há uma seta apontando para extremidade mais distante: esta é a Linha-de-Fé.
O limbo, dependendo do tamanho da bússola, é graduado de grau em grau ou de 2 em 2 graus, ou mesmo mais. Quanto menor o diâmetro do limbo, mais graus haverá entre cada par de marcas. Assim, uma bússola muito pequena oferece menor precisão, pois a graduação terá divisões pouco nítidas. Uma bússola que não tenha um limbo giratório do mesmo modo terá pouca utilidade na prática.
Normalmente a escala do Limbo é em graus. Esta escala vai de 0º a 360º (ou a marca N, no limbo), começando e terminando no mesmo ponto, denominado norte-do-limbo. Os valores lidos no limbo sã o chamados de Azimutes Magnéticos (não confundir com "rumo", que é coisa diferente). Azimutes magnéticos sã o valores angulares que começam na direção do norte magnético (apontada pela agulha) e vão até uma direção escolhida por nós. Esta direção pode ser a de um pico de montanha, uma árvore grande, uma casa ou outro referencial qualquer.
Provavelmente voce já sabe que o Polo Norte Magnético está afastado em vários quilômetros do Polo Norte Geográfico (verdadeiro). A diferença angular entre estes dois polos é chamada de Declinaçã o Magnética.. Tenha sempre em mente: a bússola tem como referência o Norte Magnético, enquanto os mapas se referem ao Norte Geográfico, e a diferença angular entre eles muda sempre. Consulte em seu mapa qual a diferença anual a ser compensada. Ela varia em cerca de 8 minutos por ano (1 grau tem 60 minutos) aproximadamente, mas seu mapa fornecerá esse dado com exatidão.
Para evitar que você tenha que fazer muitos cálculos, algumas bússola já vêm com um parafuso de compensação da declinação. A finalidade deste parafuso é desalinhar a Seta-Guia em relação ao "N" do limbo, compensando com um desalinhamento angular a declinação e no sentido oposto.
Como foi dito no início, a bússola só serve para lhe apontar direções. Cabe a você escolher a direção certa. E para saber a direção a seguir, você precisa saber em que lugar voce se encontra . Em outras palavras: sem um mapa, uma bússola servirá apenas para nos manter em um determinado rumo escolhido, não servindo para nos orientar muito mais que isso. A maioria dos nossos mapas são em escalas muito amplas, ficando muitas vezes difícil localizar (no mapa) nossa posição. É aí que entra a bússola.


Marcando o Ponto

Antes de mais nada, de mapa na mão, olhe em volta. Localize 3 pontos (no mínimo) do terreno que você consiga identificar (com certeza) no mapa. Tais pontos referenciais podem ser a margem de um lago ou represa, o pico pontudo de uma montanha, uma casa (igrejas e escolas geralmente estão marcadas nos mapas), entroncamentos, redes elétricas e cruzamentos de estradas e/ou trilhas, etc. Quanto mais distantes estes pontos estiverem, melhor. Estes 3 pontos devem ser vistos do lugar onde voce se encontra. Se necessário, mude de posição até achar uma localização que lhe permita isso.



Agora, pegue a bússola, segurando-a na horizontal, e aponte a Linha-de-Fé para a primeira referência escolhida. Gire o limbo até que a Seta-Guia esteja exatamente sob a ponta-norte da agulha. Leia, na escala do limbo, o valor apresentado ao pé da Linha-de-Fé. Este é o azimute do local onde você está ao referencial escolhido. Anote-o em algum lugar... No mapa não! Use um bloquinho ou cadernetinha.
Parabéns! Você acabou de fazer sua primeira visada para a marcação do ponto!
Sem sair do lugar. Repita o processo para os demais referenciais.
Muito bem. Se quiser, já pode sair do lugar. Procure onde possa abrir o mapa, local plano, uma grande pedra chata seria ótimo.
Agora vamos marcar no mapa (de leve, usando um lápis), uma linha partindo de cada referencial escolhido. Onde estas 3 linhas se cruzarem é onde você está. Para marcar estas linhas, faça assim:
1) Oriente o mapa com a bússola. Ou seja, "zere" o limbo, rodando-o até que o N esteja sob a Linha-de-Fé. Alinhe a Linha-de-Fé com os meridianos do mapa (linhas norte-sul, verticais). com o mapa aberto sobre a pedra, gire-o até que agulha, seta-guia, linha-de-fé e o meridiano do mapa estejam todos alinhados. O mapa está, agora, orientado com o norte magnético.
2) Não mova mais o mapa! 3) Gire o limbo, ajustando para o primeiro azimute lido. Usando a placa-base da bússola como régua, ponha um de seus extremos sobre o primeiro referencial. girando sobre este ponto, acerte procure a direção em que a agulha ira se ajustar sobre a seta-guia. Usado o lado da placa-base, risque (de leve) um traço que passe pelo ponto referencial e pela área onde você imagina estar.
4) Repita o passo 3 para cada um dos outros referenciais. Onde as linhas cruzarem, é onde você está. Não espere que as linhas se cruzem, bonitinhas, todas sobre um mesmo ponto, exatamente. talvez elas formem um pequeno trângulo. Isto acontece devido as erros de mirada, de ajuste ou leitura do limbo durante a visada. Se você achar que o triângulo está grande demais, ou desconfiar de qualquer outra coisa, repita as visadas. Pode até trocar de bússola, desde de que use a mesma para visar e lançar os traços no mapa.

Veja este vídeo que mostra uma simulação de como utilizar a bussola.




Fonte: http://www.aoredordailha.com.br/
Luciano Ribeiro

quarta-feira, 25 de março de 2009

10 Alimentos Para Viver Mais








AVEIA
Ajuda a diminuir o colesterol ruim, o LDL. Ganhou o selo de redutor do risco de doenças cardíacas da FDA, agência americana de controle de alimentos e remédios.
Quantidade recomendada: 40 gramas por dia de farelo ou 60 gramas da farinha.









ALHO
Reduz a pressão arterial e protege o coração ao diminuir a taxa de colesterol ruim e aumentar os níveis do colesterol bom, o HDL. Pesquisas indicam que pode ajudar na prevenção de tumores malignos.
Quantidade recomendada: um dente por dia (para diminuir o colesterol e a pressão arterial).











AZEITE DE OLIVA
Auxilia na redução do LDL. Sua ingestão no lugar de margarina ou manteiga pode reduzir em até 40% o risco de doenças do coração.
Quantidade recomendada: 15 mililitros por dia ou uma colher (de sopa rasa).













CASTANHA-DO-PARÁ
Assim como noz, pistache e amêndoa, auxilia na prevenção de problemas cardíacos. Também ganhou o selo de redutora de doenças cardiovasculares da FDA.
Quantidade recomendada: 30 gramas por dia ou de cinco a seis unidades.












CHÁ VERDE
Auxilia na prevenção de tumores malignos. Estudos indicam ainda que pode diminuir as doenças do coração, prevenir pedras nos rins e auxiliar no tratamento da obesidade.
Quantidade recomendada: de quatro a seis xícaras por dia (para reduzir os riscos de gastrite e
câncer no esôfago).










MAÇÃ
Ajuda a prevenir tumores malignos, diz o médico Michael Roizen. O consumo regular de frutas variadas auxilia na redução de doenças cardíacas e da pressão sangüínea, além de evitar doenças oculares como catarata.Quantidade recomendada: cinco porções de frutas por dia.







PEIXES
Os peixes ricos em ômega 3, como a sardinha, o bacalhau e o salmão, são poderosos aliados na prevenção de infartos e derrames. Estudos indicam também que reduzem dores de artrite, melhoram a depressão e protegem o cérebro contra doenças como o mal de Alzheimer.
Quantidade recomendada: pelo menos 180 gramas por semana (para reduzir o risco de doenças cardiovasculares).










SOJA
Ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, segundo a FDA. Seu consumo regular pode diminuir os níveis de colesterol ruim em mais de 10%. Há indicações de que também ajuda a amenizar os incômodos da menopausa e a prevenir o câncer de mama e de cólon.
Quantidade recomendada: 150 gramas de grão de soja por dia, o equivalente a uma xícara de chá (para reduzir o colesterol).









TOMATE
Auxilia na prevenção do câncer de próstata.
Quantidade recomendada: uma colher e meia (sopa) de molho de tomate por dia.













VINHO TINTO
A uva vermelha, presente no vinho ou no suco, ajuda a aumentar o colesterol bom e evita o acúmulo de gordura nas artérias, prevenindo doenças do coração.
Quantidade recomendada: dois copos de suco de uva ou uma taça de vinho tinto por dia.

* As quantidades de alimentos indicadas se referem apenas à prevenção das doenças especificadas. A dosagem ideal para o combate das demais ainda não foi identificada pelos pesquisadores.


Fonte: Você Sabia - Seu portal de curiosidades

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Saiba o que fazer em uma tempestade elétrica.

Se você está em um acampamento e do nada o tempo fecha, em seguida o vento, e derrepente uma chuva torrencial acompanhada de uma tempestade elétrica com raios e trovões. O que fazer nesta hora?
Alguns lugares podem servir de abrigo, como vales, desfiladeiros ou depressões no solo, nunca fique no interior da barraca. Quando não for possível realizar nenhum dos procedimentos acima citados, ainda há uma maneira de escapar de um acidente. Momentos antes de ocorrer a descarga, pessoas que estejam nessas proximidades sentem seu pêlos arrepiados ou a pele coçando, indícios da atividade elétrica. Não se deve entrar em pânico. Pode-se ficar na seguinte posição: ajoelhado, curvado para frente, com as mãos colocadas nos joelhos e a cabeça entre eles conforme imagem abaixo.




Imita-se, desse modo, uma esfera e não uma ponta, como na posição de pé jamais deite no chão, pois a descarga atingirá diretamente essa superfície.


Dica Do Aventureiro:
Em muitas ocasiões, durante uma tempestade, uma pessoa pode sentir que vai ser atingida por um raio, porque a pele começa a formigar e os pelos do corpo se eriçam. Se isto acontecer, não deite no chão, apenas se agache, assumindo a posição de segurança mostrada na ilustração acima. Se houver um grupo de pessoas, elas devem se espalhar rapidamente.

Dica do Aventureiro:
A velocidade do som ao nivel do mar é de 343 m/s mais se você esta a 16500 mt de altitude esta velocidade reduz para 297 m/s logo se você está no pico do Açu com seus 2232 m de altura a velocidade do som é de 337 m/s, você deve estar se perguntando para que serve isso, afinal sou um montanhista e não um matemático.
Vamos tentar explicar para que serve isso: Imagine que você esta no Açú e vê aquela claridade característica de um raio e após alguns segundos o barulho de um trovão, na hora bate o desespero será uma correria imediata.
Mais você pode utilizar este calculo acima para lhe ajudar, basta medir em segundos o tempo que você leva para escutar o barulho do trovão após o clarão do raio, multiplique os segundos gastos por 337 m/s (velocidade do som a 2232 m de altitude) assim você terá a distancia aproximada que a tempestade esta de você dando tempo de saber o que fazer.

OBS: Pessoal o bom censo nesta hora deve falar mais alto se você estiver como evitar todas estas situações relatadas acima será o melhor a se fazer!!!
Estas dicas devem ser utilizadas em uma emergência onde não tenha como escapar. Fiquem ligados e boas trilhas.

Fonte.
http://www.rio.rj.gov.br/defesacivil/raios.htm
Luciano Ribeiro

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Um Oceano de plástico

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.

No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos. Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.


O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.

Tartaruga deformada por aro plástico

A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. ‘Como foi possível fazermos isso?’ - ‘Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo’. Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.
Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave
Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.
Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico

E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.

Ver essas coisas sempre servem para que nós repensemos nossos valores e principalmente nosso papel frente ao meio ambiente, ou o ambiente em que vivemos. Antes de Reciclar, reduza!
Fontes:
The Independent, Greenpeace e Mindfully
Luciano Ribeiro

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