sexta-feira, 1 de abril de 2011

Parques Nacionais do Itatiaia e Serra dos Órgãos têm reajuste nos preços

A partir do próximo dia 4 de Abril os Parques Nacionais do Itatiaia e Serra dos Órgãos no Rio de Janeiro, passarão a ter novas tarifas de visitação.

Devido à portaria ICMBio n° 135/2010, os parques nacionais brasileiros poderão reajustar seus preços aos visitantes.

O Parque Nacional do Itatiaia, Unidade de Conservação que abriga algumas das formações montanhosas mais populares do Sudeste brasileiro, como o Pico das Agulhas Negras e Morro das Prateleiras, terá novas tarifas de visitação em 04 de Abril.
Os visitantes em Geral pagarão R$22,00 por dia de visitação, porém, brasileiros tem desconto de 50% e pagam somente R$11,00. O camping que foi reaberto ao lado do Abrigo Rebouças terá uma taxa de R$5,00 e o abrigo passará a ser pago, R$10,00 a diária.

Parque Nacional da Serra dos Órgãos
A partir do dia 01 de março de 2011 teve início a cobrança dos ingressos e taxas conforme a Portaria ICMBio n° 135/2010. Confira abaixo os valores atuais.


Ingresso ***

Utilização de trilhas de montanha, primeiro dia

Montanha, dias adicionais (sábados, domingos e feriados)

Montanha, dias adicionais (2º a 6º feira)

Brasileiros

R$ 11,00 *

R$ 16,50**

R$ 8,25

R$ 1,65

Estrangeiros

R$ 22,00

R$ 33,00

R$ 16,50

R$ 3,30


* Moradores dos municípios de Guapimirim, Magé, Petrópolis e Teresópolis tem 80% de desconto sobre essa taxa (R$ 2,20).
** Membros de clubes excursionistas tem desconto de 50% sobre essa taxa (R$ 8,25).*** Maiores de 60 anos e menores de 12 anos são isentos do pagamento de ingresso.

Estacionamento de veículos (por dia de permanência no Parque) - R$ 5,00

Estacionamento de motos (por dia de permanência no Parque) - R$ 3,00

Camping (cobrado por pessoa, por pernoite) - R$ 6,00

Observações:

1 – Os moradores dos municípios do entorno tem direito a desconto somente na taxa de ingresso para a parte baixa. Além disso, é imprescindível que o visitante apresente comprovante de residência em nome próprio, ou demonstre de maneira clara que reside em um dos municípios.

2 – Membros de clubes de excursionismo têm direito ao desconto de 50 % somente para o primeiro dia de utilização das áreas de montanha.

3 – Têm direito a isenção da taxa de ingresso os menores de 12 anos e maiores de 60 anos. Além disso, esta isenção se aplica somente ao ingresso do visitante e ao estacionamento do veículo em que o mesmo se encontra. Os demais serviços, bem como os ingressos de acompanhantes devem ser pagos normalmente.

4 – O pagamento do ingresso não isenta o visitante do pagamento das demais taxas. O pagamento da taxa de uso do camping também não isenta o visitante do pagamento da taxa de visitação.

5 – As trilhas de montanha serão cobradas por dia. Exemplo: quem for subir e descer a Pedra do Sino em um mesmo dia deverá pagar o ingresso no parque e a taxa de uso da trilha por um dia. Entretanto, se houver um pernoite, o visitante deverá pagar o ingresso mais dois dias de trilha.

6 – Estacionamento disponível somente nas Sedes Teresópolis e Guapimirim.

7 – O visitante que comprove ser titular ou parente em até primeiro grau de beneficiário do programa Bolsa Família será equiparado ao morador do entorno.

8 – O visitante estrangeiro que possua documento de identidade brasileiro ou comprove possuir residência no Brasil será equiparado ao visitante brasileiro.

Antes de visitar o PARNASO é importante conhecer as Regras de Uso Público do PARNASO, bem como algumas normas de conduta consciente em áreas protegidas.

Ingressos antecipados:

A venda de ingressos antecipados é feita apenas nas bilheterias do parque. Os ingressos são vendidos com no máximo 7 dias de antecedência.

Horários:

Todos os dias das 8:00 as 17:00 (todas as sedes)
É permitida a entrada no parque entre 6:00 e 8:00 e entre 17:00 e 22:00 mediante compra antecipada de ingresso nas bilheterias no parque.

Fonte: ICMbio
Luciano Ribeiro

sábado, 5 de março de 2011

As 11 montanhas mais altas do Brasil

André Dib nos presenteia com um cobertura das 11 maiores montanhas brasileiras que com suas diversificadas
paisagens tem instigado aventureiros a percorrerem caminhos por vezes adversos, mas
recompensadores


Desde os primórdios os homens buscam o alto de uma montanha sem um motivo aparente. O que leva as pessoas às alturas de um pico? Superação da condição humana? Transcendência? Ou somente a sensação da conquista? Essas são questões tão antigas como a própria humanidade. A montanha sempre esteve presente no imaginário das pessoas em todas as civilizações, através da mitologia que fundamenta e guia a história dos povos.

O Monte Olimpo era a residência dos deuses para os antigos gregos, e através da mitologia, influenciou diretamente toda a cultura ocidental.

No folclore japonês, as montanhas são sagradas e todas possuem uma atmosfera sobrenatural. O Monte Fuji, por exemplo, seria a passagem para o outro mundo. Na mitologia Taoista, os imortais iam viver no cume dos grandes montes. O Monte Roraima, sustenta a morada do Deus Macunaíma.

Onde existir um pico imponente, marcando a paisagem, foi, ou é, para alguns um lugar sagrado ou a morada de um deus.

O fato é que as montanhas causam no homem perplexidade diante de sua natureza descomunal. Instigam a percepção de seu tamanho, insignificante, ínfimo diante da grandeza do mundo e da natureza que o cerca. A montanha simboliza a ruptura entre os níveis, do racional para o imaginário

que ilustra os sonhos. Faz a ligação entre o céu e a terra.

Para a filósofa Zelita Seabra, O amor à montanha, naqueles que o sentem, tem raízes profundas.

O ritual de preparação, o ato da subida, a busca pela imensidão faz parte do íntimo de muitos indivíduos, que não se contentam apenas à contemplação. É um momento de introspecção, a viagem se interioriza. O sentimento de subir é indizível, o silêncio é rompido pela respiração ofegante. O cume se aproxima!

Por que o ser humano é tomado pela inquietude, por essa ânsia de buscar o encanto no desconhecido?

O Escritor Jon Krakauer, cita as encenações grosseiras em filmes e metáforas banais ao que o tema se presta, no excelente livro “Sobre homens e Montanhas”. Lembra ainda a interpretação equivocada de alguns psicanalistas que nunca romperam os limites de um consultório.

A palavra “montanhismo”, na concepção do público contemporâneo, causa a mesma repulsa da idéia de estar diante de tubarões ou abelhas assassinas. Porém, o êxtase das alturas está ligada ao ser humano, incontestavelmente, como a experiência de algo sublime, que nos permite enxergar e sentir que fazemos parte de um todo muito maior, que nunca vamos compreender.

O Brasil é um país extenso, conhecido por suas belas praias e pela maior floresta tropical do mundo. No entanto, além de dunas, ilhas, rios e florestas, mesmo sendo um lugar de escassas altitudes, existe um Brasil imponente em sua magnitude, e ainda muito pouco conhecido.

As montanhas brasileiras são excessivamente baixas, se comparadas aos grandes picos andinos que

ultrapassam os 6 mil metros, ou os gigantes nevados do Himalaia, que se espicham a mais de 8 mil

metros de altitude. No entanto, elas têm suas peculiaridades. Em lugares distintos surgem sobre a forma de grandes muralhas, seja na Mantiqueira ou Caparaó, a espreita, margeando grandes centros ou nos confins do nosso território, cercado por matas densas e inacessíveis, sobre a Serra do Imeri, no extremo norte do país. Sobressaem-se, sempre, roubando a cena, se espichando e rompendo as nuvens em direção aos céus.

No texto que segue, escolhi 11 montanhas que figuram entre as maiores do país. Na verdade, fazem parte de listas que divergem uma das outras e instigam discussões sobre quais podem ser consideradas realmente um pico e as que apenas compõem cumes secundários de uma mesma montanha. Existem estudos que elegem, no Caparaó, outros dois picos sem nome, no grupo das grandes montanhas brasileiras. O Pico do Calçado, na Serra do Caparaó, também fomenta discussão. Com o passar dos anos, medições têm sido refeitas, especialmente a partir do projeto “Pontos Culminantes” do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, voltado para a conferência e revisão das medidas, que começou em 2001, um trabalho ainda em andamento. Com isso, listas serão refeitas e classificações sobre as porções mais altas do País serão retomadas, fazendo das medidas existentes referências de uma verdade transitória e não absoluta. Nesse sentido, a seleção que segue é muito mais simbólica do que pautada por um rigor científico e pretende se oferecer como um convite aos apaixonados pelos desafios, pela liberdade e pelas peculiares experiências

propiciadas pelos desejados cumes.

1ª - Pico Da Neblina – Serra do Imeri AM – 2.993 m

A neblina ofusca a visão e oculta a paisagem, lembrando que a denominação é pura alusão ao

fenômeno A probabilidade de vê-lo é pequena, já que o pico faz jus ao nome e se apresenta envolto em sua neblina quase eterna ao longo do ano. Para se atingir o ponto culminante do país a tarefa é árdua, afinal são cerca de 10 dias, enfrentando batalhões de insetos, calor, frio, fome e cansaço rumo ao topo do Brasil. A história começa em São Gabriel da Cachoeira, cidade às margens do Rio Negro, perto da divisa com a Colômbia. De lá são cerca de 5 horas chacoalhando sobre a carroceria de um caminhão pela barrenta BR-307, passando pela inspeção da FUNAI a estrada segue pela reserva indígena do Balaio,

região habitada por diferentes etnias, entre elas Tukános, Desána, Yepamashã, Kobéwa, Tuyúka, Pirá-Tapúya, Baníwa, Baré e Tariáno, até atingir o rio Ya-Mirim, para iniciar uma nova e extenuante jornada de dois dias sobre uma voadeira vencendo rios traiçoeiros, que já vitimaram algumas embarcações tombadas pelas pedras ocultas sob as águas barrentas.

Para não ter sérios problemas com os índios, é fundamental uma autorização da AYRCA(Associação Yanomami do Rio Cauaburís e Afluentes), documento liberado pelo presidente da associação e amplamente debatido com as lideranças indígenas, que questionam os motivos e intenções da expedição.

A área fica na Tríplice fronteira (Brasil/Venezuela/Colômbia) e freqüentemente é alvo de exploração clandestina de minérios, garimpo, biopirataria além da eminente proximidade dos vizinhos guerrilheiros das F.A.R.C.

O parque nacional do Pico da Neblina foi criado na década de 70, sobre terras Yanomami, que tiveram sua área recentemente demarcada. Com sua cultura milenar, os indígenas lutam bravamente para defender seu espaço sagrado e manter a soberania sobre seu território.

No terceiro dia é hora de deixar o barco. Começa a caminhada por ladeiras sombreadas por mata primária, do Igarapé do Tucano em direção ao Bebedouro Velho, local do próximo pernoite. A umidade é um dos piores adversários, penetrando nas frestas mais protegidas dos equipamentos. No outro dia segue-se ao bebedouro novo e as pegadas de onça mostram que os felinos estão à espreita. O calor beira o insuportável, e a chuva é presente em toda caminhada. No dia seguinte, o terreno começa a se modificar vagarosamente e o caminho de terra, folhas e lama dá lugar a musgos e liquens, formando um tapete traiçoeiro e escorregadio pelo infindável aclive pedregoso. As árvores altas sedem espaço a vegetação de altitude. Bromélias e orquídeas ornamentam o caminho e mostram as diferentes faces de uma Amazônia pouco conhecida. No dia do ataque ao cume, são

cerca de 1000 metros a vencer. Os músculos tensos sentem, a pele marcada pelas folhas cortantes faz lembrar, porque o Parque Nacional do Pico da Neblina é considerado um dos lugares mais inóspitos e hostis do planeta. A geografia se transforma abruptamente e o jardim jurássico de bromélias e raízes dá lugar ao caminho rochoso, abrasivo e firme. O auxílio de cordas é inevitável para romper os últimos abismos que separam o viajante do Pico da Neblina, que resume-se a alguns metros quadrados, que passam dias a fio sem um único raio de sol, com uma bandeira do Brasil gritando freneticamente aos caprichos do vento. É bem provável enfrentar dias difíceis dentro da mata, para não se ver nada além da Neblina. Entretanto, não é o cume o tempero principal dessa jornada. O caminho, o desafio de vencer as limitações físicas e emocionais faz dessa empreitada algo para poucos. O topo do Brasil está conquistado!

2ª - Pico 31 de Março – Serra do Imeri(AM) – 2.972m

A data é para ser esquecida! 31 de março de 1964 foi o dia em que culminou o golpe militar que

derrubou o presidente João Goulart e deu início aos anos negros da ditadura no nosso país. O segundo cume mais alto do Brasil foi conquistado no mesmo ano negro, por uma expedição militar, que, provavelmente batizou o pico assim para homenagear o feito catastrófico... Bom, mas essa já é passado.

O Pico fica na Serra do Imeri, bem perto do Neblina e pode ser considerado um cume secundário da montanha mais alta do Brasil, pois se encontra no mesmo maciço. Mais aplainado que o vizinho gigante, o 31 de março pode ser alcançado a partir do cume do próprio Neblina através de uma crista que liga as montanhas em pouco mais de 600 metros. No entanto vale lembrar que após conquistar os dois cumes a missão ainda não estará cumprida. É preciso voltar, em extenuantes 4 dias pelo mesmo caminho, até São Gabriel da Cachoeira. Se não conseguir vislumbrar a paisagem lá do alto, ao menos, o perrengue estará garantido.

3ª - Pico da Bandeira – Serra do Caparaó – MG/ES - 2.891 m

A mais acessível entre as grandes montanhas brasileiras, já foi considerada a maior do país. No século 19, D Pedro II determinou que cravassem uma bandeira do império dando origem ao nome, onde seria, supostamente o ponto culminante do Brasil. Quase dois séculos depois, essa marca foi desmistificada, no entanto, a imponência de sua forma e a grandiosidade das montanhas na divisa dos dois estados, Minas e Espírito Santo, nos revela um país em sua face menos conhecida. Bem próximo ao litoral Capixaba, a serra do Caparaó, que é uma ramificação da serra da Mantiqueira, inspira aventureiros a embrenhar-se pelos escarpados e despenhadeiros na busca pela imensidão vista do cume. O parque nacional do Caparaó, que foi criado no início da década de 60 é uma das áreas de mata atlântica mais representativas do território capixaba, formado também por campos de altitude. A região foi palco da guerrilha do Caparaó, um movimento armado de esquerda que desafiou o regime militar no final da década de 60, sendo desmantelada no ano seguinte do seu surgimento. No entanto, é de calmaria que se inspira os moradores mais próximos, onde a vida das pessoas continua a mercê dos costumes do passado e da tranqüilidade do interior. A ascensão ao Pico da Bandeira é feita por trilha tecnicamente fácil, onde não é necessário o auxílio de cordas, porém, o desnível é evidente. A trilha pode ser vencida pelas primeiras horas da madrugada, para ver o nascer do sol do alto do cume, quando os primeiros raios atingem a cadeia montanhosa e justificam todo o esforço num espetáculo único em um dos pontos culminantes do país. A jornada começa a partir de Tronqueira, último ponto de carro seguindo para o Terreirão à 4,5km de distância, onde pode-se acampar. De lá ataca-se o cume por trilha bem marcada, sinalizada com setas amarelas pintadas na rocha que dão a direção. Para quem optar pela subida noturna, é indispensável o acompanhamento de guia, pois a sinalização é ocultada pela escuridão. Lanterna frontal (de cabeça), e pilhas sobressalentes são itens obrigatórios para a subida. Força de vontade e um bom preparo físico são indispensáveis. O frio também é um fator considerável, pois a temperatura atinge facilmente marcas negativas e as rajadas de vento fazem da empreitada algo desconfortável e extenuante.

4ª - Pico do Calçado - Serra do Caparaó – MG/ES - 2.849 m


No Maciço do Caparaó, em outro escarpado da mesma montanha do Pico da Bandeira, encontra-se o Pico do Calçado. Há quem diga que a montanha é um cume secundário da mesma montanha, separados por uma caminhada de 15 minutos sobre uma aresta que liga os dois picos. Do cume se avista o Pico do Cristal, um dos mais belos do país. O parque é um dos mais visitados do Brasil e é cortado por trilhas que permeiam os gigantes de pedra. Até 2004 o Pico do Calçado não constava entre os 10 maiores picos do país, somente após a nova medição feita pelo IBGE, no projeto “Pontos culminantes do país” a nova medida foi aferida, colocando o Pico do Calçado em 5° lugar. É claro que essas medidas serão refeitas, e a nova lista provavelmente mudará a ordem das coisas. Já existem estudos que remetem outros cumes ainda não nomeados a lista das grandes montanhas brasileiras. Por tanto, independentemente da sua ordem numérica, o Calçado figura a extensa cadeia de montanhas, no ponto mais elevado do Sudeste brasileiro, e sem dúvida em um dos mais belos.

5ª - Pedra da Mina – Serra Fina – MG/RJ/SP - 2.798 m

Uma trilha complicada, em um dos lugares mais inacessíveis da Mantiqueira. A Pedra da Mina integra o maciço da Serra Fina, que guarda em seus caminhos intrincados uma das travessias mais difíceis do Brasil. Existem algumas trilhas para se atingir o cume. O primeiro caminho aberto, foi pela cidade de Passa Quatro MG, na fazenda Serra Fina, num bairro conhecido como Paiolinho. Além dessa rota existem outras 3, uma pela Toca do Lobo, saindo da mesma cidade, outra por Itamonte através da fazenda Engenho da Serra, e ainda, uma menos conhecido saindo da cidade de Queluz. Optamos por fazer a trilha pioneira. O caminho começa por entre árvores altas em meio a mata fechada, passando por alguns riachos, seguindo sempre para o alto. Vale lembrar que as previsões climáticas são imprecisas nas alturas, pois a montanha dita a lei que rege o tempo por ali. A subida se encorpa e aos poucos, afloram-se rochedos que dominam a paisagem. Nesse momento entra-se nos campos de altitudes, e o caminho não dá trégua, a escassez de água torna a jornada ainda mais extenuante. A vegetação é composta por florestas ombrófilas mistas, localizadas acima dos 1000 metros de altitude e vegetação de altitude. O clima se caracteriza por verões bastante úmidos e curtos períodos de seca. Mesmo para montanhistas experientes, um GPS é de grande valia, já que os nevoeiros são constantes, e as referências visuais se perdem entre a atmosfera brumosa, atrapalhando a navegação. Seguindo os totens que marcam o caminho, e após vencer o aclive abrupto, avista-se o grande cume com seus 2797m. Até o ano 2000, a Pedra da Mina era considerada, oficialmente, mais baixa que o Pico das Agulhas Negras. Após nova medição, realizada através de uma expedição de dois dias, feita por pesquisadores do departamento de Geografia da USP, a montanha passou a ser considerada a 4ª montanha mais alta do País e a mais alta da Mantiqueira, superando a vizinha Agulhas Negras. No cume da montanha a vegetação é formada unicamente por espécies herbáceas e arbustivas, adaptadas às baixas temperaturas e aos ventos constantes.

Uma boa opção, é acampar no topo, apesar do frio. Pela noite a temperatura, seguida de ventos, despenca, mas nada que atrapalhe uma boa conversa ao redor das barracas. Uma dose de rum ou um gole de vinho também é uma boa opção para espantar o frio. É possível avistar as luzes de dezenas de cidadezinhas ao redor. Pela manhã, o nascer do sol contrasta as paredes de pedra dos vizinhos gigantes de Itatiaia, e faz da Pedra uma das vistas mais impressionantes da Mantiqueira.

6ª - Pico das Agulhas Negras – Parque Nacional Itatiaia –RJ - 2.792 m

Grandes lanças sulcadas na pedra irrompem o horizonte na forma de agulhas negras apontando para o céu. A beleza de suas formas esculpidas pela ação dos ventos e a imponência de sua altura chamam a atenção de quem visita a parte alta do Parque Nacional do Itatiaia, o mais antigo do Brasil. Existem duas trilhas mais utilizadas para se chegar ao cume do Pico das Agulhas Negras, a “Via Pontão”, mais fácil e usada pela maioria das pessoas, e que assim mesmo exige bom preparo físico, equilíbrio e uma boa porção de coragem para vencer o último trecho. É preciso atravessar agachado por pequenos corredores espremidos entre as pedras, e pendurar-se em agarras de rochas para vencer os últimos metros. Para assinar o livro, que está em outra torre de pedra próximo ao cume, é preciso vencer um abismo, que a separa do pico com o auxílio de corda, e escalar um trecho íngreme e escarpado para atingir a caixa metálica que resguarda o livro de assinaturas e que está postada no cume oficial da montanha. Uma outra via, menos usual e mais técnica é conhecida como “Via Útero”, subindo por uma grande fenda rumo ao cume. No entanto a montanha possui várias vias para os escaladores mais ousados e algumas rotas que nem foram conquistadas ainda. Do cume avista-se o maciço das Prateleiras, o Morro do Couto, o vale do Paraíba, o vale do Aiuruoca e mais a frente a Serra Fina, que faz valer o esforço, numa visão de 360 graus. Foi ali, nos gigantes do Itatiaia que, supostamente, surgiu o montanhismo brasileiro e que ainda hoje tem a capacidade de nos revelar muitos segredos.

7ª - Pico do Cristal – Serra do Caparaó - MG - 2.769 m

Uma montanha de formas perfeitas, assim é definida pela maioria dos montanhistas. A origem do nome pode ser notada em noite de lua cheia. Os cristais de quartzo que afloram na superfície, ganham brilho à luz da lua, em um fenômeno natural de rara beleza. A montanha fica na mesma porção do Pico Calçado e do Pico da Bandeira, compondo o maciço do Caparaó. Porém seu acesso é um pouco mais técnico, passando por trechos expostos e exigindo algumas “escalaminhadas”. Nada que não possa ser vencido com alguma insistência, e um pouco de ousadia. A presença de um guia, para quem não tem muita experiência, é indispensável. A maneira mais prática de se conhecer a montanha é na descida do Pico da Bandeira.
A trilha é um pouco fechada no início, clareando na chegada de um grande platô marcado por totens. Será preciso saltar por entre pedras soltas e usar as mãos para ascender na trilha. Existem 2 rotas conhecidas para o Cristal, para o Calçado e o Pico da Bandeira. A trilha Capixaba menos frequentada, e a mais usual, por Minas Gerais.

8ª - Monte Roraima – Parque Nacional do Monte Roraima (RR) – 2.734 m

Diante dos olhos, pairam soberanos os Tepuis, grandes montanhas com os topos aplainados em forma de platô. Composto por um dos cenários mais antigos e exóticos do planeta, o Roraima faz parte dessa cadeia de montanhas, e está situado no extremo norte, entre o Brasil a Guiana e a Venezuela. Na realidade, do grande cume com cerca de 90km² , apenas 10% está do lado brasileiro, e para subi-lo, é preciso atravessar a fronteira para a Venezuela, já que os grandes paredões de arenito são inacessíveis para nós, simples mortais. Porém, há registros de escaladores que enfrentaram dias de expedição, escalando e dormindo pendurados nos rochedos para vencer a grande muralha vertical, de 1000 metros de altura em sua natureza friável. A jornada começa, à partir da aldeia indígena Parai-Tepui, e pode durar de 5 a 8 dias, dependendo do roteiro. Para se alcançar a outra borda e conferir o lado brasileiro, é preciso escolher o roteiro mais longo. Caminha-se no primeiro dia, cerca de 4 horas até o acampamento do Rio Tek, aos pés do Monte Kukenán.
O segundo dia de caminhada começa após a travessia do rio Kukenán. É uma ladeira interminável, que aos poucos vai se acentuando. A extensão a percorrer é menor, mas a subida dura é o único caminho a seguir, até se alcançar o sopé do monte.
No terceiro dia, é preciso encarar a rampa do Roraima, como é conhecida. É um aclive no sentido real da palavra, projetando-se sobre o flanco da escarpada parede alaranjada. Trata-se da única via para o cume, um degrau formado pelo desmoronamento das camadas mais superficiais de arenito, compondo uma grande escada de pedras soltas. A alternativa foi descoberta pelo botânico inglês Everard Im Thurn, consagrado como o primeiro a pisar no topo, em 1884, após muitas tentativas ao redor do tepui. Os relatos de Im Thurn inspiraram o escritor Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes, a escrever O Mundo Perdido.
Já no topo da montanha, a atmosfera misteriosa rouba a cena, estimulando a imaginação diante de ‘gigantes de pedra’ que se espicham até as nuvens. Como sentinelas metamórficos, aqueles mesmos rochedos testemunharam o Período Jurássico e assistiram ao lento afastamento da América do Sul em relação à África, após a cisão do antigo super continente denominado Gondwana. Os hotéis, como são chamados pelos índios, são abrigos ou cavernas de pedras que servem como proteção da chuva e dos ventos. As plantas formam pequenos jardins, agarrados ao substrato pobre e ralo na superfície das rochas. São populações únicas de plantas carnívoras, orquídeas e bromélias, muitas delas exclusivas daquele ambiente. O primitivo tepui nos leva, definitivamente, a outra dimensão. Entretanto o caminho até o lado brasileiro é longo. Passa-se por El fosso, enigmática depressão sobre o platô, com um grande e profundo poço embutido, onde o chão desaba subitamente. Mais adiante chega-se a tríplice fronteira. O marco indica o lado brasileiro que se deve seguir. A partir dali, pisa-se em terreno pouco explorado, rumo ao desconhecido, já que a maioria das pessoas voltam a partir do marco fronteiriço. Segue-se por trilhas pouco visíveis até o hotel Coati, já no lado brasileiro. É uma caverna singular, esculpida pela água e pelo vento, que foram sulcando pacientemente as paredes e compondo formas diversas na rocha.
Em sua arquitetura excêntrica, forjada por milhões de anos, o tepui termina, ao Norte, com uma incrível saliência pontiaguda, semelhante à proa de um barco. Para se atingir o extremo norte do monte, é preciso vencer uma seqüência impressionante de grandes rochas e algumas gretas profundas, essa face é quase inacessível. Mesmo depois da conquista do topo por Conan Doyle, ainda levou quase um século para exploradores e aventureiros atingirem tal ponto. A façanha foi realizada em 1973 por uma equipe de alpinistas britânicos, liderados por Joe Brown.
Os tempos são outros, e apesar do aumento frenético de turistas que buscam as antigas trilhas dos índios que reverenciavam o Deus Macunaíma, os mitos ainda ecoam nos vales que entremeiam os tepuis, seja nas lendas vividas pelos pemons, ou na introspecção a que o monte nos remete. Revelando-nos um encontro com o próprio ser e com a origem da vida.

9ª - Morro do Couto - Parque Nacional Itatiaia - MG/RJ - 2.680 m

Criado em 1937, o parque Nacional do Itatiaia possui duas portarias que separam a mesma área demarcada em dois ambientes distintos. Na parte baixa, árvores centenárias e vegetação típica de mata atlântica compõem a reserva repleta de cachoeiras e poços ideais para banho, no entanto é na parte alta que se concentra a aventura, a paisagem muda, e as matas dão lugar aos campos rupestres compostos por rochedos de formas variadas e vegetação rasteira que espreitam as grandes montanhas dessa porção extremamente fria do país, que já esteve coberta de neve mais de uma vez.
O Morro do Couto é a primeira montanha que se alcança a partir da portaria do parque, e pode ser vencido em duas horas de caminhada fácil. A montanha é freqüentada por muitos escaladores em busca das diversas vias com variados graus de dificuldade. Outra rota para se atingir o cume, é saindo do Pico das Prateleiras e seguindo pela crista da montanha até o alto. Do topo tem-se uma vista incrível do Pico das Agulhas Negras e da Serra Fina. Apesar de ser um dos parques mais visitados do país, ainda existem várias trilhas inexploradas e vias a serem conquistadas.

10ª - Pedra do Sino de Itatiaia – Parque Nacional do Itatiaia – 2.670m

Em meio a paisagem de formas exóticas, no parque nacional do Itatiaia, que significa “Pedra Cheia de Pontas” em Tupi, encontramos uma montanha pouco conhecida no cenário de um dos parques mais visitados do Brasil. Trata-se da Pedra do Sino, com seus 2670 metros. É o terceiro ponto mais alto do parque e está entre as 10 montanhas mais altas do país. Existem várias rotas para se atingir o cume, mas nenhuma delas está bem marcada, devido a pouca freqüência de visitas. A trilha mais conhecida se estende por 12 km, e é preciso subir pela Pedra do Altar, bem próximo ao cume, e descer até a base da Pedra do Sino para, enfim ascendê-la. Por tanto, se trata de uma das ascensões mais extenuantes do parque, tendo que vencer o grande desnível por duas vezes, para se atingir o cume. Suas formas arredondadas no topo, faz com que a montanha se pareça à um grande sino sobreposto ao platô. O desafio físico e a ausência de turistas pelo caminho valem a escolha.

11ª - Pico dos 3 Estados – Serra Fina – 2.665m

A respiração ofegante dita o ritmo, na Serra Fina não existe caminhada leve. Para se atingir o pico dos 3 estados, localizado exatamente no marco geográfico que divide Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, é preciso vencer o desnível dessa porção extremamente irregular da Serra da Mantiqueira. A origem do nome, Mantiqueira, que em Tupi significa “Montanha que Chora”, parece não fazer muito sentido nessa região, pois a ausência de água é evidente, fazendo dessa jornada algo ainda mais complicado. Após caminhar horas pela crista da Serra Fina, atinge-se a base da montanha que se espicha em um trecho muito íngreme que leva ao topo. O uso das mãos é inevitável projetando o corpo para cima das rochas e ajudando na ascensão. No cume, é possível caminhar pelos três estados circundando o marco do topo. A diversidade endêmica da vegetação encontrada pelo caminho, o desafio físico, a vista privilegiada do cume e a possibilidade de estar nos três estados brasileiros faz dessa caminhada. Em cada cume, e em cada montanha conquistada nos parece possível alcançar o céu e estar mais perto de algo maior, que nunca conseguiremos mensurar apenas sentir. O vento, as nuvens, a natureza e a nossa presença diante dela.


06/10/2009 - 10h53 - Matéria publicada na Revista Aventura & Ação n°153
Visite o site do Fotógrafo André Dib - www.andredib.com.br
Luciano Ribeiro



terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Google Earth permite ver alpinistas no Monte Everest

A tecnologia aplicada para a visualização da montanha não pára de evoluir. Os dispositivos GPS e terminais telefônicos via satélite significaram o 1º grau de avanço para as expedições, permitindo, posteriormente, a comunicação dos alpinistas via e-mail, blogs e redes sociais. O futuro será a aplicação de todas as vantagens da universalização da tecnologia 3G.
Além disso há novas possibilidades oferecidas pelo Google Earth. A tecnologia foi adquirida da empresa Keyhole Inc. em 2004. Em 2005, o Google lançou a ferramenta com seu próprio nome e anunciou como principal novidade sua gratuidade. Desde então, as versões do Google Earth têm evoluído e, hoje em dia, é possível fazer o download gratuito de sua versão 6, com opções pagas para as versões Pro e Enterprise.
O Google Earth se baseia em um mapa do mundo obtido a partir de imagens via satélite ou aéreas, combinadas a um banco de dados tipográfico que permite criar modelos em 3D de edifícios (Street View), árvores (novidade da nova versão) e também montanhas. Outras opções no Google Earth, mais afastadas da prática alpinismo, permitem observar o fundo dos oceanos, a Lua, Marte e as estrelas (Sky).

Alpinistas a 7.550 m na face sul do Monte Everest, segundo Google Earth

A tecnologia de imagens via satélite da ferramenta disponibilizada pelo Google - Google Earth - oferece um impressionante avanço e melhorias que permitem distinguir cabanas e, inclusive, alpinistas no caminho rumo ao cume do Monte Everest.

Maior resolução

Uma das melhorias mais impactantes da nova versão do Google Earth é uma maior resolução óptica das imagens apresentadas, as informações dos mapas se atualizam constantemente com novas imagens obtidas via satélite. De início, as resoluções das imagens eram de aproximadamente 15 metros/pixel, via programa Landsat. Depois, foram se sobrepondo imagens de um dos satélites franceses Spot, que ofereciam resoluções de imagens de 2,5 metros/pixel. E em algumas partes dos mapas obtidos via satélite, se pode observar imagens com resolução de 20 cm/pixel.
Esta maior resolução de imagens em vários pontos do planeta permite que o usuário do Google Earth acesse imagens do Monte Everest - obtidas via satélite Goe-Eye 1, inclusive sendo possível visualizar alpinistas em vários pontos da rota sul do Everest e distinguir cabanas instaladas nos diversos acampamentos.

Imagem do Acampamento Base do Everest feita pelo Google Earth

Importância para os praticantes do alpinismo

Mas que importância tem isso para os praticantes do alpinismo? Hoje é possível conectar toda a informação do Google Earth em um dispositivo GPS. Dessa forma, pode-se desenhar uma rota sobre as imagens na tela, após a visualização do próprio caminho e seus ambientes a percorrer (desníveis, vegetação, acidentes geográficos) e repassar a mesma rota para o GPS, servindo de acompanhamento físico e guia durante todo o percurso.
Da mesma forma, também é possível fazer o contrário e 'descarregar' os dados contidos no GPS no ordenador do Google, para que ocorra uma interação com o programa e suas imagens via satélite e em 3D.
Ainda que a resolução não seja considerada ótima e alguns dados podem conter alguns erros - erros consideráveis para os praticantes do alpinismo -, é certo que o Google Earth se enquadra como uma das grandes tecnologias futuras para os amantes do alpinismo e montanhismo.

Fonte:
www.desnivel.com

Luciano Ribeiro
www.aventuranaveia.blogspot.com

Médicos australianos alertam que filme "127 Horas" pode provocar desmaios

Longa conta história real de jovem montanhista que teve de amputar o próprio braço.

SYDNEY, Austrália - Médicos australianos advertiram os cidadãos do país de que o filme "127 Horas" não é indicado para algumas pessoas devido ao realismo da cena de uma mutilação, informou a imprensa local nesta quinta-feira.

O hospital St. Vincent, em Sidney, atendeu durante esta semana três pessoas que sofreram desmaios, vômitos e até um ataque epilético dentro do cinema.

A produção narra a história real do alpinista americano Aron Ralston, que precisou arrancar o próprio braço para se livrar de uma rocha que o prendeu por mais de cinco dias no Bluejohn Canyon.

O chefe da unidade de emergências do centro médico australiano, Gordian Fulde, assegurou ao jornal "Daily Telegraph" que uma cena como essa pode provocar queda de pressão e outros problemas de saúde.

"A pessoa pode começar a perder oxigênio e sangue no cérebro, e o passo seguinte é o ataque em todo o sistema nervoso", disse Fulde, depois de uma pessoa ter ficado inconsciente por cinco horas após assistir ao filme.

O diretor britânico Danny Boyle já foi obrigado a pedir desculpas ao público quando seis espectadores desmaiaram durante a exibição do filme no Canadá e nos Estados Unidos.

"127 Horas" foi indicado ao Oscar em seis categorias, entre elas a de melhor ator, para James Franco, e a de melhor filme.
Filme tem estréia prevista para o dia 18 de fevereiro no Brasil.



Fonte:
http://www.extremos.com.br

Luciano Ribeiro
www.aventuranaveia.blogspot.com

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

SOS REGIÃO SERRANA (PETRÓPOLIS, TERESÓPOLIS, FRIBURGO.

BOM DIA A TODOS,

SOU MORADOR DE PETRÓPOLIS NA REGIÃO SERRANA DO RIO DE JANEIRO, ESTOU AQUI PARA PEDIR A TODOS VOCÊS E FAZER UM GRANDE APELO EM NOME DE TODOS OS MORADORES DA REGIÃO, CASO VOCÊ TENHA E POSSA É CLARO FAZER QUALQUER TIPO DE DOAÇÃO PARA SER FEITA PARA AS VITIMAS DA REGIÃO SERRANA DO RIO DE JANEIRO POR FAVOR PESSOAL PROCURE A CRUZ VERMELHA DE SUA CIDADE DO SEU BAIRRO E FAÇA SUA DOAÇÃO, POIS A SITUAÇÃO DAS CIDADE DE PETRÓPOLIS, TERESÓPOLIS E FRIBURGO ESTÃO DESTRUÍDAS POR FAVOR GENTE VAMOS NOS MOBILIZAR, ESTAMOS PRECISANDO DE QUALQUER TIPO DE DOAÇÃO, PRINCIPALMENTE ALIMENTOS NÃO PERECIVEIS, MATERIAL DE INGIENE PESSOAL, FRAUDAS ETC, E PARA QUEM QUER FAZER UMA DOAÇÃO EM DINHEIRO O BANCO DO BRASIL ABRIU UMA CONTA PARA AS VITIMAS VEJA AS INFORMAÇÕES DO BANCO DO BRASIL O NUMERO É O SEGUINTE 'AGENCIA 0741 CONTA 1100009 " ESTAMOS TAMBÉM PRECISANDO COM A MAXIMA URGENCIA DE SANGUE DE QUALQUER TIPO, POR FAVOR GENTE PROCURE O HEMOCENTRO DE SUA CIDADE E VAMOS FAZER A NOSSA PARTE, FIQUEM TODOS COM DEUS E CONTO COM A BOA VONTA DE TODOS. OBRIGADO.

ESTE VÍDEO MOSTRA A VERDADEIRA SITUAÇÃO VEJAM.



Locais de arrecadações em PETRÓPOLIS:

Cruz Vermelha, Rua Carlos Gomes, esquina com rua Mosela

Casa Paroquial da Catedral São Pedro de Alcântara Para informações: 2242 4300 Horário de 14:00h às 18:00h

Rádio Musical FM Endereço: Rua Marechal Deodoro, 79 sala 215 - CentroTelefone: 2242 5211 Horário: 08:00h às 20:00h

Centro de defesa dos direitos humanos, a pessoa responsável é a Carla tel: 2242-2462, eles estão arrecadando aqui em Petrópolis na sede na Rua Tereza, ou ao lado do Ciep de ITAIPAVA, é na Secretaria de Assistência Social

Igreja wesleyana de Benfica end. Est. Philuvio Cerqueira 2.700 Benfica. O que estão mais precisando no momento é água potavel e comida

BIKERS LOUNGE Itaipava, ao lado do posto Esso

Academia Corpo e Água Itaipava - ao lado do TAMBOATÁ

Shopping Bauhaus
LOCAL: R. Dr. Nélson de Sá Earp, 88 – Centro – Petrópolis - RJ
Info: (24) 2237-1349

Universidade Estácio de Sá – Campus Bingen



Arrecadação no RIO DE JANEIRO:

O jogador Petkovic disponibilizou a sua pizzaria para as pessoas entregarem donativos.
LOCAL: Avenida Poty Medeiros 60, loja 106 - Centro Comercial do condominio Mandala - Barra da Tijuca.

Cruz Vermelha - Praça da Cruz Vermelha, 10 – Centro do Rio.
Estão sendo arrecadados: água mineral, alimentos de pronto consumo (massas e sopas desidratadas, biscoitos, cereais), leite em pó, colchões, roupa de cama e banho e cobertores.

Concer - Praças de pedágio da BR-040 situadas em Duque de Caxias (km 104), Areal (km 45) e Simão Pereira (km 816), além da sede da empresa (km 110/JF, em Caxias). A Concer pede que sejam doados, preferencialmente, água mineral, produtos de higiene pessoal e de limpeza, roupas de cama, mesa e banho, além de colchonetes. Nas praças de pedágio, as doações podem ser entregues nos postos do serviço de informação ao usuário da rodovia, que funcionam de segunda a segunda, 24 horas por dia.


Hemorio – Rua Frei Caneca, 8 – Centro do Rio – Das 7h às 18h.
O Hemorio pede que as pessoas doem sangue para as vítimas das chuvas. Os estoques estão quase zerados. Friburgo e Teresópolis solicitaram 300 bolsas, mas o Hemorio não tem como atender.


Supermercados – Grupo Pão de Açúcar
Postos de coleta foram montados pela empresa em todas as suas 100 lojas das redes Pão de Açúcar, ABC Comprebem, Sendas, Extra e Assaí, em todo o estado Rio de Janeiro para que os clientes possam cooperar com doações de alimentos não perecíveis, roupas e cobertores. A ação acontece até o dia 26 de janeiro.


Polícia Rodoviária Federal - Ver postos abaixo.
Maior necessidade é por água, leite em pó, materiais de higiene e limpeza e colchões.
Postos da PRF que receberão doações:
BR-116: KM 133 (Doações 24 horas)
BR-101: KM 269 (Doações 24 horas)
BR-040: KM 109 (Doações das 8h às 17h)
BR-116: KM 227 (Doações das 8h às 17h)


Rodoviária Novo Rio - Avenida Francisco Bicalho, 1 - Santo Cristo.
A Rodoviária Novo Rio recebe doações para a Cruz Vermelha. Os donativos são recebidos no embarque inferior, das 9 às 17 horas.


Polícia Militar - Todos os batalhões da Polícia Militar do estado serão centros de recepção de doações.
Comandantes dos batalhões recomendam que sejam doados água mineral, alimentos não perecíveis e material de higiene pessoal.

Vamos ajudar com qualquer coisa gente!

Ou faça sua doação pelo www.gigadesconto.com.br


Que Deus ilumine a todos nós!


OBRIGADO A TODOS

Vídeo: globo.com
Luciano Ribeiro

Travessia Petrópolis x Teresópolis - Parque Nacional da Serra dos Órgãos - RJ -

O Parque Nacional da Serra dos Órgãos é o terceiro parque nacional mais antigo do Brasil. Foi criado em 30 de Novembro de 1939 pelo então Pr...