domingo, 21 de junho de 2009

Plantas Tóxicas no Brasil

Plantas Tóxicas no Brasil

Você sabia que 60% dos casos de intoxicação por plantas tóxicas no Brasil ocorrem com crianças menores de nove anos, e que 80% deles são acidentais? Para ajudar na prevenção desses acidentes o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, o SINITOX, em parceria com os centros de Belém, Salvador, Cuiabá, Campinas, São Paulo e Porto Alegre, criou, em junho de 1998, o Programa Nacional de Informações sobre Plantas Tóxicas. A elaboração e distribuição de material educativo, de prevenção e tratamento, são as principais metas do programa. O primeiro trabalho é a divulgação das 16 plantas que mais causam intoxicação em nosso país. Além disso, estão sendo elaborados um manual de tratamento das intoxicações por plantas; um vídeo; uma base de dados com a codificação das plantas tóxicas brasileiras; e um atlas. Conheça agora algumas plantas tóxicas e previna-se contra acidentes.

TINHORÃO

Família: Araceae.
Nome científico: Caladium bicolor Vent.
Nome popular: tajá, taiá, caládio.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

Princípio ativo: oxalato de cálcio.

COMIGO-NINGUÉM-PODE

Família: Araceae.
Nome científico: Dieffenbachia picta Schott.
Nome popular: aninga-do-Pará.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

Princípio ativo: oxalato de cálcio, saponinas.

TAIOBA-BRAVA

Família: Araceae.TAIOBA-BRAVA
Nome científico: Colocasia antiquorum Schott.
Nome popular: cocó, taió, tajá.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

Princípio ativo: oxalato de cálcio.

COPO-DE-LEITE

Família: Araceae.
Nome científico: Zantedeschia aethiopica Spreng.
Nome popular: copo-de-leite.

Parte tóxica: todas as partes da planta

Sintomatologia: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

Princípio ativo: oxalato de cálcio.

SAIA-BRANCA

Família: Solanaceae.
Nome científico: Datura suaveolens L.
Nome popular: trombeta, trombeta-de-anjo, trombeteira, cartucheira, zabumba.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão pode provocar boca seca, pele seca, taquicardia, dilatação das pupilas, rubor da face, estado de agitação, alucinação, hipertermia; nos casos mais graves pode levar a morte.

Princípio ativo: alcalóides beladonados (atropina, escopolamina e hioscina).

AROEIRA

Família: Anacardiaceae.
Nome científico: Lithraea brasiliens March.
Nome popular: pau-de-bugre, coração-de-bugre, aroeirinha preta, aroeira-do-mato, aroeira-brava.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: o contato ou, possivelmente, a proximidade provoca reação dérmica local (bolhas, vermelhidão e coceira), que persiste por vários dias; a ingestão pode provocar manifestações gastrointestinais.
Princípio ativo: os conhecidos são os óleos voláteis, felandreno, carvacrol e pineno.

BICO-DE-PAPAGAIO

Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Euphorbia pulcherrima Willd.
Nome popular: rabo-de-arara, papagaio.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão;
a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.Princípio ativo: látex irritante.

COROA-DE-CRISTO

Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Euphorbia milii L.
Nome popular: coroa-de-cristo.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.
Princípio ativo: látex irritante.

AVELÓS

Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Euphorbia tirucalli L.
Nome popular: graveto-do-cão, figueira-do-diabo, dedo-do-diabo, pau-pelado, árvore de São Sebastião.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios,boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.
Princípio ativo: látex irritante.

URTIGA

Família: Urticaceae.
Nome científico: Fleurya aestuans L.
Nome popular: urtiga-brava, urtigão, cansanção.

Parte tóxica: pêlos do caule e folhas.

Sintomas: o contato causa dor imediata devido ao efeito irritativo, com inflamação, vermelhidão cutânea, bolhas e coceira.

Princípio ativo: histamina, acetilcolina, serotonina.


ESPIRRADEIRA

Família: Apocynaceae.
Nome científico: Nerium oleander L.
Nome popular: oleandro, louro rosa.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão ou o contato com o látex podem causar dor em queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos intensos, cólicas abdominais, diarréia, tonturas e distúrbios cardíacos que podem levar a morte.

Princípio ativo: glicosídeos cardiotóxicos.

CHAPÉU-DE-NAPOLEÃO

Família: Apocynaceae.
Nome científico: Thevetia peruviana Schum.
Nome popular: jorro-jorro, bolsa-de-pastor.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão ou o contato com o látex pode causar dor em queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia, tonturas e distúrbios cardíacos que podem levar a morte.

Princípio ativo: glicosídeos cardiotóxicos.

CINAMOMO

Família: Meliaceae.
Nome científico: Melia azedarach L.
Nome popular: jasmim-de-caiena, jasmim-de-cachorro, jasmim-de-soldado, árvore-santa, loureiro-grego, lírio-da-índia, Santa Bárbara.

Parte tóxica: frutos e chá das folhas.

Sintomas: a ingestão pode causar aumento da salivação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia intensa; em casos graves pode ocorrer depressão do sistema nervoso central.

Princípio ativo: saponinas e alcalóides neurotóxicos (azaridina).

MANDIOCA-BRAVA

Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Manihot utilissima Pohl. (Manihot esculenta ranz).
Nome popular: mandioca, maniva.

Parte tóxica: raiz e folhas.

Sintomas: a ingestão causa cansaço, falta de ar, fraqueza, taquicardia, taquipnéia, acidose metabólica, agitação, confusão mental, convulsão, coma e morte.

Princípio ativo: glicosídeos cianogênicos.

MAMONA

Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Ricinus communis L.
Nome popular: carrapateira, rícino, mamoeira, palma-de-cristo, carrapato.

Parte tóxica: sementes.

Sintomas: a ingestão das sementes mastigadas causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia mucosa e até sanguinolenta; nos casos mais graves podem ocorrer convulsões, coma e óbito.

Princípio ativo: toxalbumina (ricina).

PINHÃO-ROXO

Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Jatropha curcas L.
Nome popular: pinhão-de-purga, pinhão-paraguaio, pinhão-bravo, pinhão, pião, pião-roxo, mamoninho, purgante-de-cavalo.

Parte tóxica: folhas e frutos.

Sintomas: a ingestão do fruto causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia mucosa e até sanguinolenta, dispnéia, arritmia e parada cardíaca.

Princípio ativo: toxalbumina (curcina).

Fonte:
Luciano Ribeiro

domingo, 14 de junho de 2009

Pico da Bandeira


Pico da Bandeira (2.892 m)

Sem duvidas uma das melhores trilhas que já realizei, sem duvidas foi uma experiência única e singular. Vou relatar agora para vocês os passos desta aventura acompanhem:Tudo começou com os preparativos com uma semana de antecedência separar equipamento prepara comida etc...Enfim o dia da viagem chegou, diga se passagem uma longa viagem até a cidade do Alto Caparaó.


Uma viagem cheia de aventuras começando com uma quebra do nosso ônibus cerca de 50 Km da cidade do Alto Caparaó; ai você pode perguntar: “acabou o passeio?” que nada.

Nesta horas podemos perceber que o nosso passeio seria um sucesso e que aquela quebra teria que acontecer só para engrandecer o passeio. Porque eu digo isso.

Para nossa surpresa o nosso ônibus estava quebrado bem próximo a uma empresa local e graças ao esforço de uma pessoa muito decisiva nesta hora que esqueceu até de calçar os sapatos para tentar conseguir outro ônibus para que pudéssemos chegar até o nosso objetivo o mais rápido possível. Lembra disso Fátima? rsrsrs.
Para nossa alegria em aproximadamente 1 hora estávamos com toda a bagagem transferida de um ônibus para outro e a caminho do parque.
Chegamos na portaria do parque no final da manha, decidimos rapidamente como seria feito a caminhada, quem iria de jipe até a tronqueira e quem iria caminhando como eu.
No total são cerca de 30 Km ida e volta.
A trilha é bem tranqüila ela é dividida em duas partes uma para ser feita de carro que no final dela é na troqueira daí em diante você terá que decidir se ira optar pelas mulas para carregar sua mochila com seu equipamento, eu optei em levar a minha afinal eu fui para praticar o montanhismos rsrsrs.
Mais este serviço é bem legal já que muitas pessoas que estão indo possuem suas limitações e com isso se torna um lugar acessível a todos.
Uma dica para quem ira optar por carregar as mochilas na mula.
Dependendo da hora que você começar a subida deve ter em mente que muitas das vezes seu equipamnet ira chegar depois de voce e dependendo da hora voce pode fica com frio e sem equipamento e tendo que montar sua barraca e todos o seu equipamento a noite.

E logo fui arrumar algo para comer para repor minhas energias, rsrs.Agora era esperar a madruga da para fazer o ataque ao cume.
Erão cerca de 2:30 da manha quando começamos a subir, estava muito frio mais o calor humano os amigos em armonia tudo era divertido...

Derrepente uma leve chuva começou a cair, o frio aumentou bastante a censsação termica estava em meno de “0” nesta hora paramos para esperar esta serração passar.
Do nada tudo passou e continuamos nossa trilha rumo ao cume.
Chegamos ao cume antes do nascer do sol um dos momentos de maior expectativa de todos nós que estávamos no cume, derrepente o astro maior da o ar da graça foi lindo um dos mais belos amanhecer que eu já pude ver... lindo muito lindo.


Enfim missão cumprida vencido os 2.892 m de altitude do 3º maior pico do Brasil Pico da Bandeira.
Agora chegou a hora mais triste a volta...
Voltamos ao acampamento base no terreirão e então tivemos varias surpresas com o ataque de um
bando de quatis que roubarão varios alimentos que estavam nas barracas que estavão abertas.
Rsrsrsrs foi muito legal...
Com isso a tarde foi chegando e mais um espetáculo de Deus, o entardecer, vou colocar as fotos porque acho nesta hora as imagens valem mais do que 1000 palavras.



Com tanta coisa bonita a vista tantas emoções a mãe natureza ainda preparava e reservava mais uma surpresa:
Com a chegada da noite veio chegando o frio e nos reunimos para jogarmos baralho no acampamento e jogar conversa fora mais o frio estava insuportável e não dava para ficar do lado de fora.
Por voltas das 22:00 h fui dormir ou melhor tentar já que o frio estava muito grande.


Por volta das 23:30 o relógio estava marcando -4.4 C ai o frio estava cortando pela manha a surpresa que todos esperavam o gelo.

As barracas estavam cobertas por uma camada de gelo a grama esta coberta de gelo as mesas tudo era gelo lindo, uma das mais belas cessações que já tive.


Agora a hora de ir embora que triste...

Mais com a sensação de dever cumprido mais, um pico conquistado e já contando os dias para que o ano que vem chegue para que possamos ir novamente.

Agora reunimos o pessoal levantamos acampamento e nos preparamos para o caminho devolta.

São mais 15 Km até a entrada do parque nesta hora o corpo começa a mostrar os sinais do cansaço mais um cansaço prazeroso porque alem de conquistar mais uma montanha podemos conhecer mais amigos que desta vez não foram poucos, podemos fortalecer mais os laços de amizades daqueles que já conhecemos e compartilhar de momentos tão agradáveis com a família dos montanhistas.

Só tenho a agradecer a todos por esta experiência que foi única em nossas vidas.

Agradecer a Fátima, Marcelo, Guilherme por terem organizado de forma tão profissional e amiga este passeio.
Valeu galera e ate a proxima.
Fátima, Rafael, Enrico, Marcos, Sargento, Lucianne, Marcelo, Edinho, Zé, Leila, Fábio, Marcelo, Guilherme, Renata, Bia, Marcão, Geovani, Jorge, Antonio, Nelson, Daniel, Leandra, Paula, César, Júnior, Luiz Fernando, Diego, Fabiano e o Marcelo (Dako) e já me desculpando por aqueles que não lembrei.

Acompanhe um pouco mais desta aventurea.



Luciano Ribeiro
www.aventuranaveia.blogspot.com

 
©2008 'Aventura na Veia' Por Luciano Ribeiro