sábado, 31 de janeiro de 2009

Como Seu Corpo Reage aos Refrigerantes?

Com certeza um dia todo montanhista ou aventureiro no inicio das suas atividades já se fez a seguinte pergunta. “O que devo levar em uma caminhada, acampamento etc?”
Garanto que todos chegaram de modo geral a uma opinião comum, devo levar frutas, cereais, sanduíche, granola, água, suco...etc.
Em alguns acampamentos e caminhadas que estive fazendo tive a oportunidade de presenciar algumas pessoas utilizando de alimentos que não são nada aconselhados levar para uma atividade fisica no caso uma caminhada forte.
Primeiro vamos levantar algumas necessidades para o nosso corpo.
Um dos principais produtos que o corpo precisa para que funcione bem em uma caminhada é:
Açúcar que é uma excelente fonte de energia. (não é açúcar industrializado é a “sacarose” enzima encontrada em quase todas a frutas e muitos outros alimento)
Cálcio, Potássio, Sais Minerais, como um todo.
Líquido muito liquido.
Ai é que esta o problema! Um montanhista precisa de primeiramente praticidade coisas praticas que possam ser transportadas e adquiridas de forma rápida e fácil.
Em uma determinada caminhada presenciei algumas pessoas consumindo “REFRIGERANTE” quando eu vi me assustei.
Vou mostrar para vocês o que o corpo precisa fazer para conseguir metabolizar o refrigerante; Isso em um dia comum em um almoço de final de semana, agora transfira isso para um esforço de uma caminhada longa !

Acompanhe:



Primeiros 10 minutos: 10 colheres-de-chá de açúcar batem no seu corpo, o que significa: 100% do recomendado diariamente. Você não vomita imediatamente pelo doce extremo porque o ácido fosfórico corta o gosto.
Passados 20 minutos: o nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina. O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura. (É muito para esse momento em particular.)
Passados 40 minutos: a absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente. Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras.
Passados 45 minutos: o corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. (Fisicamente, funciona como a heroína.)
Passados 50 minutos: o ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo. As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina.
Passados 60 minutos: as propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina. Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco, dos quais seus ossos precisariam. Conforme a onda abaixa, você sofrerá um choque de açúcar. Ficará irritadiço. Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas que farão falta ao seu organismo.

Pense nisso antes de beber refrigerantes. Prefira sucos naturais. Seu corpo agradece!

Texto de Luciano Ribeiro
Fonte http://www.vocesabia.net/

domingo, 25 de janeiro de 2009

Conheça algumas técnicas de fazer fogo.

Para todas as pessoas que praticam o montanhismo tanto como esporte ou como hobby sabe da importância de ter alguma fonte de calor em um acampamento, seja para produzir alimento, para tratar água com processo de fervura, para se afugentar do frio, enfim
são inúmeras as necessidades de se ter uma fogueira desde que seja com prudência viu pessoal.
OBS. Vale apena lembrar que a maioria dos parques não permite sobre hipótese alguma o acendimento de fogueiras, por isso nunca substitua o seu fogareiro de gás por uma fogueira.
Infelizmente um aventureiro esta sujeito a inúmeros fatores sejam eles naturais como: ventos, chuva, frio, neve ou fatores casuais como a perda de equipamentos vitais para montar sua fogueira, esquecimentos, defeitos de equipamentos dentre outros.
Então estamos a 2000 m de altitude no meio de um acampamento e nos damos conta que esquecemos o fósforo, a pederneira seja o que for. E agora? O que Fazer? Ela a mãe natureza pode lhe ajudar e muito.
Acompanhe agora algumas maneiras de fazer fogo sem utilizar nenhuma fonte de combustível ou tipo de material inflamável que seja industrializado.
Estes métodos foram todos testados por mim com produtos que encontrei no mato e posso afirmar que todos que estão aqui sendo apresentados funcionam mesmo não é brincadeira.
Uma dica:
Existem algumas formas dentre estas mostradas logo abaixo que são mais rápidas e menos cansativas de se fazer fogo e outras mais praticas um conselho experimente todas as que você achar mais viável pratique bastante para não ter duvidas que funcione na hora do nervosismo.

Técnica da garrafa e água.



Caso você esteja em um lugar em campo aberto e tenha com você uma garrafa pet com água veja como é simples fazer fogo, nunca é demais lembrar que esta técnica nunca pode ser tomada como única alternativa de fazer fogo já que depende diretamente de fatores naturas para poder colocarla em pratica, no caso o SOL.

Tecnica do arco.



Esta técnica de todas para mim foi a mais fácil e rápida desde que não tenha nenhum raio de sol, vale apena tentar.

Técnica da aste.



Esta é a mais conhecida porem precisa ter um pouco de percistencia ela demora um pouco mais, mais é extremamente funcional.

Técnica do pistão.



Esta é a mais rápida de todas mais se torna inviavel deviduo a perda de tempo para que seja montado todo o equipamento, um outro agravante são as pedras se elas não estiverem muito bem amarradas ela se soltam com facilidade.


Vale a pena lembrar mais uma vez, estas técnicas permitem a você construir deste uma pequena fogueira até um grande incêndio de enormes proporções, então a prudência e o bom senso precisão acima de tudo ser levando em consideração.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A importância dos nós na escalada

A importância dos nós na escalada


Escaladores depositam uma confiança extrema em cordas e fitas; consequentemente, confiam as próprias vidas aos nós. Vistos como uma “ciência” incompreensível por alguns, os nós representam a mais refinada forma de resolver algumas situações na rocha, através da combinação dos vários tipos existentes. Trabalham também com a ligação do escalador ao “mundo seguro”, unindo seu corpo aos sistemas de segurança.Enfim, o conhecimento profundo dos nós aqui apresentados pode separar o sucesso do fracasso numa escalada. O treinamento na confecção deve ser constante, através de um cordelete ou um pedaço de fita. Faça e desfaça os nós dezenas de vezes, com uma ou duas mãos, até que consiga montá-los de olhos fechados. E, mais importante, utilize-os abundantemente nas suas escaladas. Quanto mais prática, melhor! Afinal, é para isso que você está aprendendo a faze-los.

A dupla inspeção visual:

Os nós conectam escaladores às cordas e às ancoragens, unem cordas e fitas, possibilitam resgates. Um nó bem acabado deve ser perfeitamente “assentado”, sem voltas soltas. Deve também estar ajustado e apertado, para evitar que se desfaça com a movimentação natural da corda. Após a conclusão do nó, uma dupla inspeção visual é indispensável, e pode evitar acidentes fatais. Caso alguma coisa pareça errado com o nó, não tente consertar. Desfaça tudo e comece novamente, e crie o hábito de sempre inspecionar os nós do seu parceiro.

Resistência dos nós:

Naturalmente, uma corda ou fita são mais fortes quando tensionadas diretamente, sem curvas ou dobras, em linha reta. As voltas e dobras de um nós reduzem a resistência de carga da corda ou fita. Quanto mais abruptas forem as curvas, menor será a resistência. Por este motivo, alguns nós são mais fortes que outros, como mostra a tabela abaixo. De qualquer maneira, a redução da resistência não é tão catastrófica assim, com exceção do Nó Quadrado, que reduz 55% a resistência da corda. Fitas com mais de 15 mm, tubulares ou “flat”, devem preferencialmente ser costuradas. Não utilize uma fite emendada com nó para segurar altas taxas de carga. Tenha sempre um conjunto de fitas costuradas, em várias medidas.

Confira agora os modelos de nós mais utilizados pelos montanhistas:






Compare a resistencia de alguns nós utilizados.


Nó Resistência relativa

» Nenhum nó, corda ou fita tensionada diretamente 100%
» Azelha em Oito 70 - 75%
» Lais da Guia 70 - 75%
» Pescador Duplo 65 - 70%
» Azelha Simples 60 - 65%
» Volta de Fiel 60 - 65%
» Nó de Emenda de Fita 60 - 70%
» Nó Quadrado 55%


Abaixo segue uma tabela comparativa com a capacidade (aproximada) de carga entre alguns tipos de fitas:


Tipo da fita e largura * Resistência da fita simples ** Resistência em forma de anel costurado
Nylon Flat 9/16" (15 mm) * 1100 kg **2000 kg
Nylon Tubular 11/16" (18 mm) * 1800 kg **2500 kg
Nylon Tubular 1" (25 mm) * 1800-2000 kg **2500 - 2800 kg
Spectra Tubular 9/16" (15 mm) *1800 kg **2500 kg


Nunca esqueça de uma coisa todo conhecimento técnico que você adquire neste esporte fantastico, nunca podera lhe tornar um "Super Home".
Lembre se sempre de calcular todos os riscos e ver se vale a pena correlos.

FONTE:
CET - Centro Excursionista Teresopolitano

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Um exemplo para todos nós montanhistas.

Fred Backey

Um gênio das montanhas.



A história, como não podia deixar de ser, tem mais uma vez a chancela inconfundível do The New York Times. Para se ter uma noção da antiguidade de Beckey, poderá dizer-se que quando o Evereste foi escalado pela primeira vez, em 1953, já este alpinista de corpo e alma tinha 30 anos.Apesar de não ter sido o primeira nos Himalaias, Beckey é o montanhista em actividade com mais topos virgens, ou seja, nunca ninguém subiu tantas montanhas pela primeira vez como ele.
Este génio das rochas, neve e natureza tem uma modo de operação muito próprio. É considerado um homem frio, solitário e pouco dado a partilhar sabedoria. Ainda assim, não deixa de ser uma lenda viva para todos os verdadeiros apreciadores da modalidade.Talvez por isso, a novidade da aventura ao Norte de Espanha tenha sido adiantada com grande ansiedade nos fóruns. "Pode ser uma possibilidade remota, mas está à procura de um companheiro", lia-se.
De origem alemã, de nome completo Wolfgang Paul Heinrich Beckey, este alpinista octogenário sofreu no passado pelo mau trato. De facto, em 1960, sete anos depois da primeira chegada ao Evereste, Beckey ficou de fora dos convites da primeira expedição americana.
Várias gerações depois, os "miúdos" já o vêem de outra forma. Aos 28 anos, Dave Burdick considera que "Beckey já esteve em todo o lado e fez sempre coisas fantásticas".
Se antigamente fugiam dele e queriam distância, hoje fazem fila. Diane Kearns estará com Beckey em Espanha. Para ela, o importante não é tanto a subida, mas sim estar com o alpinista. "A oportunidade de o ver é tremenda. É uma lenda do seu tempo", reconhece.Aos 85 anos, Beckey não dá sinais de se querer retirar nem de se limitar a escrever livros sobre elefantes, candidatar-se a presidenciais ou simplesmente inscrever-se em clubes de sueca. Continua fiel a uma vida repleta de marcas que se esforçou por alcançar e exactamente com as mesmas motivações.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Passeio a Pedra do Retiro

Acompanhe uma aventura de tirar o folego com muita adrenalina, emoção e o melhor muita natureza preservada.



Com 1.541 m - é uma montanha em potencial a ser explorado.


Apesar de possuir enorme potencial para a conquista de diversas novas rotas, com cerca de 500 a 600 m de extensão, a Pedra do Retiro ainda está pouco explorada e conta com apenas quatro vias concluídas, além de outras abandonadas. Por ser uma das maiores elevações da região, desperta bastante a atenção de quem a vê, mesmo ao longe. A Pedra do Retiro, a Serra Negra e o Seio de Vênus estão posicionados de tal forma que, juntos, assemelham-se a uma formação triangular, na qual a primeira representa o vértice inferior da esquerda; a segunda, o ápice do triângulo; e a terceira, o vértice inferior da direita.
Localização: Retiro.
Como chegar: partindo-se do Centro, tomar a Av. Barão do Rio Branco, sentido bairro do Retiro. Após passar pelo Sesi e depois pelo “Sacolão” subir pela Rua Felipe Camarão, à esquerda de quem vai em direção a Corrêas e Itaipava. Após passar pelo Orquidário Binot, tomar a rua da direita, cruzando a ponte, e seguir até o ponto onde a rua fica mais próxima à parede. Neste trecho há um grande bloco de pedra à direita. A partir daí, é só atravessar um córrego e caminhar em direção à base, que está a cerca de 100 m da rua, costeando a pedra em direção à via desejada.
Face Leste
Paredão do Retiro (1º)
Na realidade, esta rota se trata de mais uma alternativa de caminhada para o cume, seguindo a crista leste da montanha, do que uma escalada propriamente dita. Foi a segunda via, com lances de escalada, conquistada em Petrópolis, quinze anos após a conquista da face leste da Maria Comprida, pela Via da Canaleta. Há somente alguns pequenos lances de escalada, na porção superior do trajeto, interligando platôs de mato. Estão distribuídos nestes trechos apenas dois ou três grampos, cujo estado de conservação é desconhecido. A segurança é precária, sendo por várias vezes feita “de ombro”, em platôs de mato e sem grampos.
30/11/1947 - Gabriel Dunley, Geraldo Fiorini, Hugo Dunley, Manoel Lordeiro e Nelson Tesch
Face Nordeste
Pedra do Retiro, Face NE (4º IVsup)300 m



Primeira via a ser aberta na face nordeste do Retiro, sua conquista havia sido interrompida pouco acima do 2º grande platô, a cerca de 100 m do cume. Anos mais tarde, por desconhecimento de sua existência, teve vários trechos de sua linha cortados pela Parque Jurássico e, por isto, optou-se por dar a via como concluída no trecho onde havia sido abandonada. O croqui, portanto, não está sendo informado, pois o trajeto passou a se confundir com o da Parque Jurássico. Começa por cima de um pequeno lombo onde a base da parede fica mais alta.


22/08/1981 - Antônio Carlos Magalhães, Giovani Tartari, Ricardo de Moraes e Sérgio Tartari


Parque Jurássico, Pr. (5º VIIa)630 m
Totalmente em livre, a Parque Jurássico é uma das maiores vias de escalada da cidade. As proteções são distantes, apesar de a via ser fácil em sua maior parte. Os poucos lances mais difíceis geralmente são bem protegidos. São necessários friends 2 e 3, duas cordas de 55 m (apenas uma se for descer pela caminhada), diversas fitas, 1 piton angle grande, 1 lost-arrow médio e 1 marreta. É melhor descer pela caminhada do que pela parede, pois o rappel é complicado, principalmente nos dois últimos esticões (P8 e P9), onde existem muitas pedras soltas. A via está localizada à esquerda de um grande deslizamento e de uma via abandonada que possui apenas 3 grampos de 1/2” com olhal pequeno, bem próximos uns dos outros.


04/03/2001 - Alex Sandro Ribeiro “Che”, Jorge Fernandes e Ricardo Rocha
4 e 5. projetos
Face Norte
6. Milium, Pr. (3º)

Apesar de passar pela crista norte da Pedra do Retiro e, por isto, receber bastante sol durante praticamente todo o dia, a parede apresenta muita vegetação e umidade. A via é extensa e desconhece-se o atual estado de sua grampeação.


1980 - Leonardo Alvarez, Luís Cláudio Jatobá e Tereza Aragão

 
©2008 'Aventura na Veia' Por Luciano Ribeiro