quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Saiba o que fazer em uma tempestade elétrica.

Se você está em um acampamento e do nada o tempo fecha, em seguida o vento, e derrepente uma chuva torrencial acompanhada de uma tempestade elétrica com raios e trovões. O que fazer nesta hora?
Alguns lugares podem servir de abrigo, como vales, desfiladeiros ou depressões no solo, nunca fique no interior da barraca. Quando não for possível realizar nenhum dos procedimentos acima citados, ainda há uma maneira de escapar de um acidente. Momentos antes de ocorrer a descarga, pessoas que estejam nessas proximidades sentem seu pêlos arrepiados ou a pele coçando, indícios da atividade elétrica. Não se deve entrar em pânico. Pode-se ficar na seguinte posição: ajoelhado, curvado para frente, com as mãos colocadas nos joelhos e a cabeça entre eles conforme imagem abaixo.




Imita-se, desse modo, uma esfera e não uma ponta, como na posição de pé jamais deite no chão, pois a descarga atingirá diretamente essa superfície.


Dica Do Aventureiro:
Em muitas ocasiões, durante uma tempestade, uma pessoa pode sentir que vai ser atingida por um raio, porque a pele começa a formigar e os pelos do corpo se eriçam. Se isto acontecer, não deite no chão, apenas se agache, assumindo a posição de segurança mostrada na ilustração acima. Se houver um grupo de pessoas, elas devem se espalhar rapidamente.

Dica do Aventureiro:
A velocidade do som ao nivel do mar é de 343 m/s mais se você esta a 16500 mt de altitude esta velocidade reduz para 297 m/s logo se você está no pico do Açu com seus 2232 m de altura a velocidade do som é de 337 m/s, você deve estar se perguntando para que serve isso, afinal sou um montanhista e não um matemático.
Vamos tentar explicar para que serve isso: Imagine que você esta no Açú e vê aquela claridade característica de um raio e após alguns segundos o barulho de um trovão, na hora bate o desespero será uma correria imediata.
Mais você pode utilizar este calculo acima para lhe ajudar, basta medir em segundos o tempo que você leva para escutar o barulho do trovão após o clarão do raio, multiplique os segundos gastos por 337 m/s (velocidade do som a 2232 m de altitude) assim você terá a distancia aproximada que a tempestade esta de você dando tempo de saber o que fazer.

OBS: Pessoal o bom censo nesta hora deve falar mais alto se você estiver como evitar todas estas situações relatadas acima será o melhor a se fazer!!!
Estas dicas devem ser utilizadas em uma emergência onde não tenha como escapar. Fiquem ligados e boas trilhas.

Fonte.
http://www.rio.rj.gov.br/defesacivil/raios.htm
Luciano Ribeiro

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Um Oceano de plástico

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.

No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos. Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.


O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.

Tartaruga deformada por aro plástico

A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. ‘Como foi possível fazermos isso?’ - ‘Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo’. Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.
Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave
Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.
Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico

E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.


Ver essas coisas sempre servem para que nós repensemos nossos valores e principalmente nosso papel frente ao meio ambiente, ou o ambiente em que vivemos. Antes de Reciclar, reduza!
Fontes:
The Independent, Greenpeace e Mindfully
Luciano Ribeiro

 
©2008 'Aventura na Veia' Por Luciano Ribeiro