terça-feira, 27 de março de 2012

Como evitar as indesejadas bolhas nos pés em suas caminhadas.

Muitos não dão aos pés a importância que eles merecem. Em primeiro lugar, não somos nada sem nossos pés. Sem eles não tem caminhada, não tem mochilada, não tem visual.

Uma das coisas mais importantes para uma caminhada tranquila e prazeiroza é fazer com que seus pés estejam bem, proporcionando um excelente passeio.
Eu tenho pés muito sensíveis e as bolhas me perseguem sempre que faço uma caminhada mais longa. Já tive que percorrer longas distâncias com bolhas incômodas e doloridas que me atormentaram durante e após a caminhada. Depois de muito pesquisar, resolvi dividir esse conhecimento com vocês. Afinal, pés saudáveis não encontram limites!

Algumas dicas para você aproveitar melhor sua viagem/caminhada e retornar dela com os pés saudáveis:

1) Cuidar bem dos seus pés nas vésperas é essencial
Não force seus pés com sapatos apertados e posições desconfortáveis no trabalho. Nas vésperas de sua caminhada, planeje bem para que seus pés estejam intactos e relaxados no dia da partida. Antes de sair de casa, certifique-se de que seus pés estejam limpos e bem acomodados na sua bota/tênis.

2) Invista numa bota/tênis confortável e de qualidade
Dependendo do terreno, é necessário que você utilize calçados de solado mais firme, para que seus pés não fiquem se entortando pelo caminho quando você pisar em pedras, raízes e buracos. Se isso acontecer, é provável que você se canse muito mais rápido e não aprecie o passeio como poderia. Os solados firmes evitam também as torções, dores nas costas e pernas.

3) Botas impermeáves, mas respiráveis
Mais uma observação importante na hora de comprar a sua bota é certificar-se de que ela “respira”. Você precisa fazer o dever de casa e se informar se os modelos disponíveis ou os que você deseja são realmente respiráveis. Para isso, conte com a experiência de aventureiros mais experientes que você. Pesquise em fóruns, blogs e sites de opinião sobre os modelos que estão na sua pauta. Se o calçado não deixar seus pés respirarem, você vai ganhar bolhas e muito desconforto. Afinal, a umidade precisa sair. Os modelos atuais comumente utilizam a tecnologia Gore Tex que não deixa a umidade entrar, mas a deixa sair.

4) Cuidado com o tamanho do calçado
Seu calçado deve estar confortável. Isso significa que ele não pode estar justo e nem largo demais. Quando for comprar seu calçado para caminhada, leve em consideração as descidas, ocasião onde os pés são forçados para a frente. Considere também que, com o esforço, nossos pés tendem a inchar um pouco, levando o que está apertado a ficar arrochado. Mas não caia no erro de comprar um número maior. Experimente o calçado e avalie. O ideal é que seus dedos não fiquem colados no bico do calçado, evitando que você ganhe de presente algumas unhas roxas, dedos doloridos e bolhas quando for fazer descidas.

5) Amarração
Parece coisa boba, mas a amarração faz uma diferença muito grande na hora de evitar bolhas. É importante que seu tornozelo fique bem firme na parte de trás do calçado, evitando que escorregue para frente entrando em atrito em diversas partes do seu pé. Existem diversas maneiras diferentes de amarrar seu calçado. Veja qual a melhor para o seu caso e faça-a bem firme, veja algumas formar de se amarrar sua bota neste video.

As meias de algodão encharcam facilmente e seguram a umidade. Com as meias úmidas, a pele amolece e permite que a fricção cause bolhas. Então, meia de algodão para caminhadas, nem pensar!

Você não quer meias que tenham sequer 1% de algodão.

7) Abuse das meias de lã ou tecido sintético
São as melhores. Existe atualmente uma ampla variedade de meias para todos os gostos e bolsos. Minha sugestão são as de lã merino. Elas são confortáveis, absorvem rapidamente o suor e o expelem com mais facilidade do que o algodão e alguns outros tecidos. Geralmente são meias importadas e o custo x benefício delas é excelente. Sua durabilidade é maior e são projetadas especificamente para trazer conforto aos aventureiros caminhantes. Os fabricantes nacionais comumente colocam algodão na fórmula, o que já vimos que não é legal. Até mesmo no verão, essas meias são uma boa pedida. É só você verificar na hora da compra a grossura da meia. Costumam ser classificadas como light hiker, heavy trekker, duplas, triplas e por aí vai. O fabricante também costuma indicar o tipo de uso que mais cabe àquela meia. Pesquise bem, as opções são muitas.

8) Liners – quando usá-los
Os liners desempenham um papel de grande importância para o pessoal que faz caminhadas mais longas e com meias mais “pesadas”. Muitas vezes as meias mais grossas irritam, ou “lixam” os pés dos montanhistas pela sua constituição. Para resolver esse problema, existem os liners, que são meias bem finas e de material que permite a evaporação muito rápida. Evitam o contato da pele com meias mais ásperas e facilitam a transpiração, expelindo a umidade para a segunda meia. É comum você tirar a bota e verificar que seu liner está seco e sua meia, molhada.

9) Esparadrapos como prevenção
Se você possui pés muito sensíveis ou pontos de fricção já conhecidos nos seus pés, tente isolá-los com pedaços de esparadrapo. Mas cuidado para não deixar que o exparadrapo embole ou faça um recorte em cima de um ponto de fricção. Se não, seu pesadelo será muito pior. Se você já tiver uma bolha, não use esse método pois quando extrair o esparadrapo, a pele solta virá junto, abrindo uma ferida.

10) Pomadas e vaselina
Algumas pessoas fazem uso de pomadas ou vaselina para evitar os pontos de atrito. Eu particularmente não gosto, mas é uma opção se você quizer fazer o teste. Mas cuidado para não lambusar os pés, pois o resultado é desastroso. Seus pés ficarão sambando dentro do calçado, criando cada vez mais problemas. Passe um pouco somente nos locais de maior atrito. Esse métdodo é mais usado por pessoas que têm bolhas entre os dedos e em locais onde o esparadrapo não cola bem.

Se a bolha aparecer, calma!
Se mesmo com todas essas dicas, as bolhas apareceram e ameaçam transformar seu passeio em um pesadelo, calma. Vamos ver algumas coisas que você pode fazer para minimizar o problema:

- Não estoure a bolha de qualqer maneira. O ideal é que você tenha agulha fina esterilizada ou esterilize-a na hora, furando a bolha e costurando-a com uma linha, também fina, para que a pele não cole e se encha de fluido novamente.

- Jamais tire a pele solta. Você criará uma ferida extremamente dolorida e com maior risco de contaminação.

- As pomadas ajudam na cicatrização mas não curam de um minuto para outro. Então, em alguns casos, é melhor voltar antes da hora do que sofrer por dias a fio.

- Se voltar não for uma opção, coloque um pequeno pedaço de gaze exatamente em cima de onde a bolha se formou e isole tudo com um pedaço grande de esparadrapo. Certifique-se de que o esparadrapo não vai soltar no local de fricção e que não haja costuras e dobras nele. Isole uma área bem maior do que a área da bolha.

- Se a bolha estiver suja de lama ou algo semelhante, desinfete-a antes de fazer qualquer curativo e limpe seu calçado por dentro antes de voltar a caminhar.

Seus pés precisam de descanso!

Lembre-se que durante a caminhada, especialmente as mais longas, você precisa parar algumas vezes para tomar fôlego, beber um pouco dágua e recuperar as energias. Seus pés também precisam. Nas suas paradas para descanso, tire o calçado, deixe os pés respirar e coloque suas pernas para cima. Ao invés de colocar a mochila como encosto para a cabeça, coloque-a como suporte para que suas pernas fiquem um pouco mais elevadas do que o resto do seu corpo, fazendo o sangue circular melhor pelo seu corpo, reestablecendo o equilíbrio e facilitando o descanso.

Com essas dicas, espero que você se livre definitivamente das bolhas e faça boas viagens!

Fonte: www.viagenseandancas.com.br

Dicas para carregar uma boa alimentação na mochila

Quando caminhamos com sobrecarga, isto é, com uma mochila cargueira nas costas, o exercício realizado pode ser considerado como de média a alta intensidade e longa duração, considerando um percurso de no mínimo dois dias. Temos algumas variáveis, mas dependendo da aptidão física de cada um e as condições do terreno, o exercício terá as características acima.

A alimentação para um exercício deste tipo então deve ter uma composição balanceada, levando em conta sua praticidade e volume, devido a otimização do espaço e peso conferido a sua mochila. A idéia aqui é ajudar a elaboração de um cardápio prático que sirva tanto para experientes caminhantes quanto para os iniciantes. Durante um percurso de dois ou mais dias, na composição do alimento devem predominar os carboidratos 60 a 70%, completados com gorduras 20% e proteínas 10%. Os nutrientes não energéticos, isto é, sais minerais, vitaminas e água completam a lista de necessidades de nosso organismo e devem ser fornecidos através da alimentação normal sem a necessidade de complementos especiais, do tipo complexos vitamínicos e minerais.

A água, por sua vez, não pode faltar durante toda a caminhada, lembrando porém que mesmo o exercício sendo muito pesado não se deve beber mais do que 800 ml de líquido por hora de atividade, pois o estômago não consegue absorver mais do que isso neste período.

Os carboidratos são fundamentais para recuperar e manter os depósitos iniciais de energia de nosso corpo, fazendo com que a fadiga muscular não apareça precocemente durante o exercício. Um bom exmplo são pães, massas, barras energéticas especiais para esporte. Evite alimentos gordurosos, condimentados e com muito açúcar, algum tempo antes e durante a trilha. Os primeiros dificultam a digestão e causam gases podendo causar algum desconforto e diminuir o rendimento.

Os alimentos do tipo bolos, chocolates e doces em geral causam um aumento da resposta insulínica e acabam reduzindo a disponibilidade de glicose sanguínea, reduzindo assim o desempenho. Durante o exercício, o consumo de glicose pode ser feito através de alimentos especiais tipo gel ou, melhor e mais barato, frutas secas ou in natura. A absorção da frutose pelo organismo é mais lenta diminuindo assim a resposta insulínica imediata.

Durante o percurso, o aumento do consumo de carboidratos deve ser no jantar, devido ao tipo de alimento preparado, podendo ser um macarrão ou purê de batatas com complementos. O amido contido nas massas, batata e cereais, por exemplo, recebem o nome de polissacarídeo vegetal. São muito importantes na dieta de um ser humano, devendo esta ser a principal fonte de carboidrato do total ingerido. A fibra alimentar é o outro tipo de polissacarídeo vegetal.

Após o término do dia de caminhada, a alimentação pode e deve ser mais completa. É muito importante preparar um alimento quente no jantar e no café da manhã, principalmente em locais frios. O corpo reage melhor a isso, possibilitando uma melhor recuperação.


Nota do editor: o texto desta coluna não reflete necessariamente a opinião do Blog Aventura na Veia, sendo de única e excluiva responsabilidade de seu autor.

Fonte: 360graus.com.br
Aut
or: Carlos Vageler


 
©2008 'Aventura na Veia' Por Luciano Ribeiro